Uma abordagem de aprendizado de máquina para identificação de tendências de sucesso de jogadores de basquete universitário americano para a liga profissional : conciliando predição e explicabilidade

Aluno: José Rubens da Silva Brito Orientador: Prof. Dr. Evandro de Barros Costa

Arquivo
Disertac807a771o_c_Ficha_e_Folha_Aprovac807a771o.pdf
Documento PDF (4.5MB)
                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Instituto de Computação

José Rubens da Silva Brito

Uma Abordagem de Aprendizado de Máquina para
Identificação de Tendências de Sucesso de Jogadores de
Basquete Universitário Americano para a Liga
Profissional: Conciliando Predição e Explicabilidade

Maceió - AL
2024

José Rubens da Silva Brito

Uma Abordagem de Aprendizado de Máquina para Identificação de
Tendências de Sucesso de Jogadores de Basquete Universitário
Americano para a Liga Profissional: Conciliando Predição e
Explicabilidade

Dissertação apresentada ao Programa de
Pós-graduação em Informática do Instituto de
Computação da Universidade Federal de Alagoas
como requisito parcial para obtenção do título de
Mestre em Informática.

Orientador: Prof. Dr. Evandro de Barros Costa
Coorientador: Profa. Dra. Roberta Vilhena Vieira Lopes

Maceió - AL
2024

Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecária: Helena Cristina Pimentel do Vale – CRB4 - 661
B862u

Brito, José Rubens da Silva.
Uma abordagem de aprendizado de máquina para identificação de tendências
de sucesso de jogadores de basquete universitário americano para a liga
profissional : conciliando predição e explicabilidade / José Rubens da Silva Brito.
– 2024.
119 f.: il.
Orientador: Evandro de Barros Costa.
Coorientador: Roberta Vilhena Vieira Lopes.
Dissertação (mestrado em Informática) – Universidade Federal de Alagoas,
Instituto de Computação. Maceió, 2024.
Bibliografia: f. 74-78.
Apêndices: 79-119.
1. Aprendizado de máquina. 2. Esporte universitário americano. 3. Jogadores
de Basquetebol. 4. Performance. I. Título.
CDU: 004:796.32

​

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE COMPUTAÇÃO
Av. Lourival Melo Mota, S/N, Tabuleiro do Martins, Maceió - AL, 57.072-970
PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO (PROPEP)
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM INFORMÁTICA

Folha de Aprovação
JOSÉ RUBENS DA SILVA BRITO
UMA ABORDAGEM DE APRENDIZADO DE MÁQUINA PARA IDENTIFICAÇÃO
DE TENDÊNCIAS DE SUCESSO DE JOGADORES DE
BASQUETE UNIVERSITÁRIO AMERICANO PARA A LIGA PROFISSIONAL:
CONCILIANDO PREDIÇÃO E EXPLICABILIDADE
A MACHINE LEARNING APPROACH TO IDENTIFY SUCCESS TRENDS IN
NCAA PLAYERS WITH GOOD CHANCE TO REACH NBA: A BALANCE
BETWEEN PREDICTION PERFORMANCE AND EXPLAINABILITY
Dissertação submetida ao corpo docente do
Programa de Pós-Graduação em Informática da
Universidade Federal de Alagoas e aprovada em
29 de outubro de 2024.
Banca Examinadora:

________________________________________
Prof. Dr. EVANDRO DE BARROS COSTA
UFAL – Instituto de Computação
Orientador
________________________________________
Profa. Dra. JOSEANA MACEDO FECHINE
UFCG – Universidade Federal de Campina Grande
Examinadora Externa
________________________________________
Prof. Dr. BRUNO ALMEIDA PIMENTEL
UFAL – Instituto de Computação
Examinador Interno
________________________________________
Prof. Dr. JOSÉ ANTÃO BELTRÃO MOURA
UFCG – Universidade Federal de Campina Grande
Examinador Externo
________________________________________
Prof. Dr. THALES MIRANDA DE ALMEIDA
VIEIRA
UFAL – Instituto de Computação
Examinador Interno

Dedico este trabalho a meus pais, Tereza Cristina e Rubens Amaro, e à minha esposa, Alice Maria, por estarem
sempre ao meu lado e pelo apoio incondicional.

Se pude enxergar mais longe, foi porque me
apoiei em ombros de gigantes
(Isaac Newton)

Agradecimentos
Primeiramente, agradeço a Deus pela vida e pela saúde que me permitiram concluir esta importante etapa. Aos meus pais, Tereza Cristina e Rubens Amaro, por serem meu pilar inabalável,
sempre me incentivando nos momentos difíceis e compreendendo minha ausência durante a
dedicação a este trabalho. Ao meu irmão, José Rafael, por sempre torcer pelas minhas vitórias.
Agradeço à minha esposa, Alice Maria, que esteve ao meu lado nas horas mais desafiadoras,
demonstrando compreensão, paciência e afeto.
Sou grato à UFAL e ao corpo docente do Programa de Pós-Graduação, que me proporcionaram oportunidades únicas de crescimento profissional. Em especial, agradeço ao meu
orientador, Professor Evandro de Barros Costa, e à Professora Roberta Vilhena Vieira Lopes,
pelo tempo dedicado e pelo apoio que me fizeram acreditar na minha capacidade.
Agradeço ao corpo técnico do Programa de Pós-Graduação em Informática pelo suporte
nas demandas burocráticas.
Aos meus amigos e colegas de curso, com quem compartilhei experiências intensas nos últimos anos, meu agradecimento pelo companheirismo que me fez crescer tanto pessoal quanto
academicamente. Um agradecimento especial a Matheus Gomes, Ramon Basto, João Victo,
Wagner Silva e Lucas Lisboa.
Agradeço também aos professores que aceitaram compor a banca examinadora.
Por fim, agradeço a todos que cruzaram meu caminho durante esses anos, cujo incentivo
impactou minha formação. E, claro, agradeço a você, leitor, por fazer parte dessa jornada.

Resumo
Este estudo investiga a aplicação de técnicas de aprendizado de máquina em dados históricos do basquete universitário americano (NCAA), com o objetivo de prever quais jogadores
têm maior potencial de chegar à NBA. Nos últimos anos, a análise de dados no basquete ganhou destaque, indo além das estatísticas convencionais e incorporando dados de sensores
e câmeras, a fim de identificar padrões que possam aprimorar o desempenho de jogadores e
equipes. Contudo, embora esse crescente complexidade aumente o valor preditivo, ela também gera um conjunto de dados que pode conter características redundantes, ruidosas e irrelevantes, as quais podem impactar negativamente a atividade preditiva. Para mitigar esse
problema e buscar uma solução que concilie predição e explicabilidade dos modelos preditivos,
propôs-se, neste trabalho, uma abordagem composta por três etapas principais: (I) seleção dos
atributos mais relevantes para auxiliar na tomada de decisão; (II) utilização de algoritmos de
aprendizado de máquina; (III) análise dos resultados preditivos por meio da explicabilidade
de cada modelo. Na etapa (I), foi feita a seleção de dados que, quando combinados, formam
um conjunto de atributos do jogador, influenciando direta ou indiretamente sua contratação
por equipes da NBA, considerando a configuração atual do time. Utilizaram-se técnicas consolidadas na literatura, como Wrapper, Filter, Embedding, além do Algoritmo Genético, com o
objetivo de melhorar a precisão preditiva e reduzir o número de características. Na etapa (II),
buscou-se equilibrar interpretabilidade e precisão preditiva, empregando métodos de classificação transparente, como Árvores de Decisão, Regressão Logística e o Algoritmo de Regras
(PRISM). Como referência de modelo de opaco, utilizou-se a Máquina de Vetores de Suporte
(SVM). Já na etapa (III), analisou-se a explicabilidade de cada modelo. Isso foi feito de duas
maneiras: pela própria construção dos algoritmos, como os de indução via Árvores de Decisão
e via regras, e por meio da ferramenta de explicabilidade SHAP. Para a validação da abordagem, utilizou-se a base de dados mencionada, e os resultados indicaram um impacto positivo
da seleção de atributos nos modelos preditivos, com destaque para a influência benéfica do
Algoritmo Genético na etapa de seleção. Essa abordagem contribuiu para a identificação de
um conjunto mínimo de atributos e para a melhoria das métricas de predição dos classificadores. Especificamente, a combinação do Algoritmo Genético com SVM na função de aptidão,
na etapa de seleção gerou um conjunto de atributos que, ao ser utilizado na Árvore de Decisão
(CART), alcançou uma acurácia de 80%. Por fim, foi realizada uma análise da interpretabilidade
dos modelos Árvore de Decisão CART e PRISM, destacando a clareza fornecida por cada um:
o primeiro baseado em estrutura de Árvore de Decisão e o segundo em algoritmo de regras.
Adicionalmente, utilizamos a ferramenta SHAP para analisar as saídas geradas pelos algoritmos de aprendizado de máquina, permitindo uma interpretação mais clara dos resultados, para
assim, auxiliar na tomada de decisão. Espere-se com esses resultados poder contribuir para a
aplicação eficiente de técnicas de aprendizado de máquina no basquete, sobretudo na predição
de comportamentos futuros de jogadores com base em variáveis explicáveis e selecionadas de
forma criteriosa.

Abstract
This study investigates the application of machine learning techniques on historical data from
American college basketball (NCAA), with the aim of predicting which players have the highest potential to make it to the NBA. In recent years, data analysis in basketball has gained
prominence, going beyond conventional statistics and incorporating data from sensors and
cameras to identify patterns that can enhance player and team performance. However, although this growing complexity increases the predictive value, it also generates a dataset that
may contain redundant, noisy, and irrelevant features, which can negatively impact predictive
accuracy. To mitigate this problem and seek a solution that balances prediction and explainability of predictive models, this work proposes an approach composed of three main steps:
(I) selection of the most relevant features to aid decision-making; (II) use of machine learning algorithms; (III) analysis of predictive results through the explainability of each model.
In step (I), data selection was performed, and when combined, these features form a set of
player attributes that directly or indirectly influence their hiring by NBA teams, considering
the team’s current configuration. Established techniques from the literature, such as Wrapper,
Filter, Embedding, as well as the Genetic Algorithm, were used to improve predictive accuracy and reduce the number of features. In step (II), the goal was to balance interpretability
and predictive accuracy by employing transparent classification methods such as Decision
Trees, Logistic Regression, and the Rule-based Algorithm (PRISM). The Support Vector Machine (SVM) was used as a reference for opaque models. In step (III), the explainability of
each model was analyzed. This was done in two ways: through constructing the algorithms
themselves, such as decision tree induction and rule-based algorithms, and through the SHAP
explainability tool. For validation, the mentioned dataset was used, and the results indicated a
positive impact of feature selection on the predictive models, with particular emphasis on the
beneficial influence of the Genetic Algorithm in the selection phase. This approach contributed
to identifying a minimal set of features and improving the prediction metrics of the classifiers.
Specifically, combining the Genetic Algorithm with SVM in the fitness function during the selection phase produced a set of features that, when used in the Decision Tree (CART), achieved
an accuracy of 80%. Finally, an analysis of the interpretability of the CART Decision Tree and
PRISM models was carried out, highlighting the clarity provided by each: the first based on
a decision tree structure and the second on a rule-based algorithm. Additionally, the SHAP
tool was used to analyze the outputs generated by the machine learning algorithms, allowing
for a clearer interpretation of the results, and thus aiding decision-making. Hopefully, these
results will contribute to the efficient application of machine learning techniques in basketball,
particularly in predicting future player behaviors based on explainable variables selected in a
rigorous manner.

Lista de Figuras
1.1

Arquitetura Proposta (Adaptado de (LUNDBERG, S. M.; LEE, S.-I., 2017a) . . .

16

2.1
2.2

Abordagem Filter (Autor, 2023) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Arquitetura Algoritmo Genético (KATO; PAIVA; IZIDORO, 2021) . . . . . . .

20
22

3.1
3.2
3.3
3.4
3.5

Etapas do protocolo PRISMA (Autor, 2023) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Países que mais produzem na área (Autor, 2023) . . . . . . . . . . . . . . . . .
Mapa com as produções cientificas por pais (Autor, 2023) . . . . . . . . . . . .
Principais temas (Autor, 2023) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Abordagens Utilizadas (Autor, 2023) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

29
32
32
34
35

4.1
4.2
4.3

Arquitetura Proposta (Adaptado de (LUNDBERG, S. M.; LEE, S.-I., 2017a)) . . .
Cruzamento 1 Ponto de Corte (Adaptado de (KATO; PAIVA; IZIDORO, 2021)) .
Mutação por Inversão (Adaptado de (KATO; PAIVA; IZIDORO, 2021)) . . . . .

38
48
48

5.1
5.2
5.3

Regra gerada via PRISM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Árvore de Decisão - CART . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Gráfico Beeswarm gerado com a ferramenta SHAP, utilizando o modelo CART
e os atributos selecionados pelo método Filter (Autor, 2024). . . . . . . . . . .
Gráfico Beeswarm gerado com a ferramenta SHAP, utilizando o modelo CART
e os atributos selecionados pelo método AG - SVM (Autor, 2024). . . . . . . . .
Distribuição dos Scores de Teste por Subconjunto de Features e Modelo (Autor,
2024) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Teste de Nemenyi (Autor, 2024) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

62
64

5.4
5.5
5.6

B.1 Matriz de Confusão - C5.0 - Features Embedded . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.2 Matriz de Confusão - C5.0 - Features Filter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.3 Matriz de Confusão - C5.0 - Features GA CART . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.4 Matriz de Confusão - C5.0 - Features GA Entropy . . . . . . . . . . . . . . . .
B.5 Matriz de Confusão - C5.0 - Features GA SVM . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.6 Matriz de Confusão - C5.0 - Features Wrapper . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.7 Matriz de Confusão - C5.0 - Features All Features . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.8 Matriz de Confusão - Cart - Features Embedded . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.9 Matriz de Confusão - Cart - Features Filter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.10 Matriz de Confusão - Cart - Features GA CART . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.11 Matriz de Confusão - Cart - Features GA Entropy . . . . . . . . . . . . . . . .
B.12 Matriz de Confusão - Cart - Features GA SVM . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.13 Matriz de Confusão - Cart - Features Wrapper . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.14 Matriz de Confusão - Cart - Features All Features . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.15 Matriz de Confusão - RL - Features Embedded . . . . . . . . . . . . . . . . . .

67
68
69
70
105
106
106
107
107
108
108
109
109
110
110
111
111
112
112

B.16 Matriz de Confusão - RL - Features Filter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.17 Matriz de Confusão - RL - Features GA CART . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.18 Matriz de Confusão - RL - Features GA Entropy . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.19 Matriz de Confusão - RL - Features GA SVM . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.20 Matriz de Confusão - RL - Features Wrapper . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.21 Matriz de Confusão - RL - Features All Features . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.22 Matriz de Confusão - SVM - Features Embedded . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.23 Matriz de Confusão - SVM - Features Filter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.24 Matriz de Confusão - SVM - Features GA CART . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.25 Matriz de Confusão - SVM - Features GA Entropy . . . . . . . . . . . . . . . .
B.26 Matriz de Confusão - SVM - Features GA SVM . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.27 Matriz de Confusão - SVM - Features Wrapper . . . . . . . . . . . . . . . . . .
B.28 Matriz de Confusão - SVM - Features All Features . . . . . . . . . . . . . . . .

113
113
114
114
115
115
116
116
117
117
118
118
119

Lista de Tabelas
3.1
3.2
3.3
3.4
3.5
3.6

Questões Sobre o Escopo da Pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Strings de Busca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Autores mais relevantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Afiliações mais relevantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fontes mais relevantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Artigos e Número de Citações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

27
28
31
31
33
37

4.1
4.2
4.3

Interpretação dos índices de correlação, (SCHOBER; BOER; SCHWARTE, 2018)
Matriz de Correlação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Fórmulas das Métricas utilizadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

45
52
52

5.1
5.2
5.3
5.4

Método de Seleção de Características pelo Total de Atributos . . . . . . . . . .
Características selecionadas pelas técnicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Resultado da predição sem seleção de atributos (Autor, 2024) . . . . . . . . . .
Resultado da predição com métodos de seleção de atributos tradicionais, (Autor, 2024) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Resultado da predição com metodós de seleção de atributos tradicionais, (Autor, 2024) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

55
56
58

5.5

59
60

Lista de Abreviaturas e Siglas
DBPM

Defensive Box Plus Minus

Google Colab

Google Computer Engine

IA

Inteligência Artificial

IEEE

Institute of Electrical and Electronics Engineers

KDD

Knowledge Discovery in Databases

MEM

Maximum Entropy Markov Model

MLP

Multi Layer Perceptron

NCAA

National Collegiate Athletic Association

OGBPM

Offensive Game Box Plus Minus

RNN

Recurrent Neural Network

SVM

Support Vector Machines

TREB

Total Rebound Percent

Sumário
1 Introdução
1.1 Motivação e Contextualização da Pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2 Objetivos da Pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2.1 Objetivos Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.2.2 Objetivos Específicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.3 Questões de Pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4 Estrutura do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

14
14
16
16
17
17
18

2 Fundamentação Teórica
2.1 Métodos de Seleção Atributos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.1 Filter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.2 Wrapper . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.3 Embedded . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.1.4 Algoritmo Genético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2 Algoritmos de Aprendizagem de Máquina Supervisionados . . . . . . . . . . .
2.2.1 Indução via Árvores de Decisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2.2 Indução via Algoritmo de Regras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2.3 Regressão Logística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.2.4 Máquina de Vetores de Suporte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2.3 Explicabilidade em Modelos de Aprendizagem de Máquina . . . . . . . . . . .
2.4 Considerações Finais do Capítulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

19
19
19
20
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21
22
22
23
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24
25
25

3 Revisão da Literatura e Bibliométrica
3.1 Metodologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2 Análise Bibliométrica dos Artigos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.1 Quais são os principais autores e instituições que publicam na área de
estudo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.2 Quais são os países que trabalham no assunto? . . . . . . . . . . . . .
3.2.3
Quais são as principais revistas e conferências que publicam sobre o
assunto ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.4 Quais são os principais temas de pesquisa na área e os métodos utilizados? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.2.5 Quais são os trabalhos mais citados? . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3.3 Considerações Finais do Capítulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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4 Abordagem Proposta
4.1 Visão Geral da Abordagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.2 Descrição dos Dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.3 Pré-processamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

38
38
39
44

30
31
33
34
36
37

4.4
4.5

Análise Qualitativa dos Dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Métodos Utilizados para a Extração de Características . . . . . . . . . . . . . .
4.5.1 Método Wrapper . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5.2 Método Filter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5.3 Método Embedded . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.5.4 Algoritmo Genético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.6 Escolha dos Hiperparâmetros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7 Algoritmos Utilizados para Classificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7.1 Árvores de Decisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7.2 PRISM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7.3 Regressão Logística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.7.4 Máquina de Vetores de Suporte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.8 Métricas de Avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.9 Método Aplicado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.10 Ambiente de Teste . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
4.11 Considerações Finais do Capítulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

45
46
46
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47
47
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51
51
51
52
52
53
54

5 Resultados e Discussão da Abordagem
55
5.1 RQ1 - Como melhorar o processo de otimização de seleção de atributos, identificando os atributos mais relevantes? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
5.2 RQ2 - Qual o Impacto da etapa de seleção de atributos nos modelos preditivos? 57
5.3 RQ3 - Quais são as vantagens e desvantagens dos modelos com e sem o uso de
algoritmos genéticos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
5.4 RQ4 - De que forma as explicações geradas por modelos de aprendizado de
máquina caixa branca contribuem para entender os fatores determinantes na
previsão do sucesso de jogadores universitários no draft da NBA? . . . . . . . 61
5.4.1 PRISM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
5.4.2 Árvore de Decisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
5.4.3 Análise de Interpretabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
5.5 RQ5 - Quais são as características fornecidas pela explicabilidade em modelos
preditivos caixa branca? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
5.5.1 Explicabilidade de Modelos - Com atributos selecionados sem Algoritmo Genético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
5.5.2 Explicabilidade de Modelos - Com atributos selecionados via Algoritmo Genético . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
5.5.3 Análise Estatística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
5.6 Considerações Finais do Capítulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
6 Conclusão
6.1 Conclusões da Pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
6.2 Limitações e Trabalhos Futuros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

71
71
72

Referências bibliográficas

74

A Primeiro Apêndice

79

B Segundo Apêndice

105

14

Capítulo 1
Introdução
A análise de dados no basquete vem ganhando destaque ao longo dos anos, em que cada vez
mais se tenta analisar o jogo em uma maior profundidade, com o intuito de encontrar padrões
avançados que possam otimizar o desempenho da equipe e dos jogadores (TICHY, 2016). Tais
análises atualmente são realizadas por algoritmos de Machine Learning e Deep Learning, em
que não se analisam apenas os dados estatísticos das partidas, como também, os dados captados
por sensores e câmeras.
Considerando a importância financeira do basquete universitário (BORGHESI, 2018), a predição do desempenho, dos jogadores por meio do uso de dados atuais e históricos, tem crescido
de forma acentuada, com um foco especial no basquete (KUBATKO et al., 2007). Através desses dados consegue-se obter análises e previsões esportivas, se tornando um campo de estudo
atrativo para os profissionais de Inteligência Artificial – IA e Ciência de Dados, por contar com
uma grande quantidade de dados gerados pelos jogadores nas partidas.
Neste trabalho, explorou-se um conjuntos de dados históricos do basquete universitário
masculino da National Collegiate Athletic Association – NCAA, com o objetivo de fornecer
informações relevantes aos tomadores de decisão e melhorar seu julgamento ao contratar os
profissionais para a NBA.

1.1

Motivação e Contextualização da Pesquisa

Na última década, houve um grande interesse e investimentos em análise esportiva, particularmente na interseção entre Inteligência Artificial e Esportes. Em particular, alguns estudos
indicam que técnicas de aprendizado de máquina são uma forma promissora de automatizar

Capítulo 1. Introdução

15

parte dos processos de análise de dados para entender e melhorar o desempenho esportivo
(CLACY et al., 2017).
No presente trabalho, focaliza-se o basquete, particularmente a Liga de Basquete Universitário, que é um torneio com 68 equipes, distribuídas em quatro regiões (Leste, Oeste, Sul e
Meio-Oeste), levando em consideração tanto o equilíbrio técnico quanto a localização geográfica das universidades (GUMM; BARRETT; HU, 2015). Dentro de cada região, os times são
classificados com um número de ranqueamento (seed) que varia de 1 a 16, sendo que números
menores indicam elencos mais fortes. O chaveamento é estruturado de forma que o time com
o menor seed enfrente o de maior seed em sua região correspondente. Em cada rodada, as
equipes vencedoras avançam, enquanto as perdedoras são eliminadas (MELLO, 2024).
Anualmente, 60 jogadores são selecionados sequencialmente para se juntarem a uma das
30 equipes da NBA, sendo a maioria proveniente da liga da National Collegiate Athletic Association. Para ter sucesso na NBA, uma equipe precisa selecionar os jogadores de forma eficiente.
No entanto, mesmo equipes com as melhores oportunidades de recrutamento frequentemente
fazem escolhas ruins. Às vezes, um jogador tratado como prioridade máxima não tem um
bom desempenho, enquanto outro jogador selecionado em uma posição de menor prioridade
acaba se saindo melhor. Isso se torna desafio em saber qual jogador selecionar com base nas
possibilidades e na ordem de recrutamento da equipe (ALAMAR, 2013).
No contexto mencionado acima, obter informações de qualidade, a partir de dados estatísticos coletados em partidas da NCAA, é menos custoso computacionalmente em comparação
com as tecnologias sofisticadas relacionadas à visão computacional ou até mesmo uma análise
humana, além de ser possível cobrir mais equipes e atletas por meio desse tipo de abordagem,
uma vez que é apenas necessário processar os dados coletados, que são facilmente acessíveis.
Este trabalho se propõe a explorar dados do basquete, fazendo o uso da arquitetura apresentada na Figura 1.1, que ilustra os principais elementos abordados neste estudo, destacando
dois pontos fundamentais explorados em maior profundidade (representados pelas engrenagens amarelas). Cada componente desempenha um papel crucial no processo de predição, em
que a qualidade dos dados e a seleção de atributos (uma das etapas do pré-processamento)
impactam diretamente nas previsões e, consequentemente, na explicabilidade dos resultados.
No contexto esportivo, há uma abundância de dados disponíveis, tanto em termos de instâncias quanto de atributos. No entanto, nem todos esses dados são de qualidade suficiente

Capítulo 1. Introdução

16

para garantir uma predição satisfatória. Em outras palavras, uma grande quantidade de dados
não necessariamente se traduz em boa qualidade.

Figura 1.1: Arquitetura Proposta (Adaptado de (LUNDBERG, S. M.; LEE, S.-I., 2017a)
As engrenagens amarelas na Figura 1.1 são o foco desta pesquisa. Inicialmente, o estudo
concentra-se na seleção de atributos, visando reduzir a quantidade de dados e melhorar as
predições. Isso é realizado através de técnicas tradicionais da literatura, como também através
da utilização de Algoritmo Genético. Os atributos selecionados por cada técnica são então
usados para a predição em Algoritmos de Classificação caixa branca, com o objetivo de manter
a interpretabilidade e a explicabilidade dos modelos. Para fins de comparação, um modelo
caixa preta também é utilizado. Na etapa final do trabalho, o objetivo é utilizar ferramentas
de explicabilidade, visando tornar os resultados das predições interpretáveis para os humanos,
independentemente do tipo de classificador, seja ele de caixa branca ou caixa preta.

1.2

Objetivos da Pesquisa

Os objetivos gerais e específicos do presente estudo, são descritos a seguir:

1.2.1

Objetivos Gerais

Este trabalho tem como objetivo propor uma abordagem de aprendizado de máquina que concilie acurácia e explicabilidade em modelos preditivos. Para isso, utilizamos dados históricos
de jogadores de basquete universitário americano, a fim de identificar tendências de sucesso
na transição para a liga profissional.

Capítulo 1. Introdução

1.2.2

17

Objetivos Específicos

Para alcançar nosso objetivo geral, foram definidos os seguintes objetivos específicos.
1. Definir uma arquitetura conceitual.
2. Identificar quais características do banco de dados da NCAA são preditores relevantes
para determinar a tendência de um jogador chegar à NBA.
3. Aplicar técnicas de seleção de atributos para determinar quais são os mais relevantes
para os modelos de aprendizado de máquina.
4. Analisar os modelos de seleção de características que apresentam os melhores resultados
utilizando os dados dos jogadores de basquete da NCAA para prever sua tendência de
chegar à NBA.
5. Definir o melhor método de seleção de características e o modelo de aprendizado de
máquina com melhor desempenho.
6. Avaliar a eficácia do método proposto comparando-o com métodos clássicos.
7. Explorar aspectos de explicabilidade dos modelos, equilibrando com a acurácia desses
modelos.

1.3

Questões de Pesquisa

Este trabalho busca responder as seguintes questões de pesquisas:
• RQ1 - Como melhorar o processo de otimização de seleção de atributos, identificando
os atributos mais relevantes?
• RQ2 - Qual o Impacto da etapa de seleção de atributos nos modelos preditivos?
• RQ3 - Quais são as vantagens e desvantagens dos modelos com e sem o uso de algoritmos
genéticos?
• RQ4 - De que forma as explicações geradas por modelos de aprendizado de máquina
caixa branca contribuem para entender os fatores determinantes na previsão do sucesso
de jogadores universitários no draft da NBA?

Capítulo 1. Introdução

18

• RQ5 - Quais são as características fornecidas pela explicabilidade em modelos preditivos
caixa branca?

1.4

Estrutura do Trabalho

Este documento está organizado em seis capítulos. Os capítulos subsequentes a esta introdução
são descritos a seguir.
• Capítulo 2: Apresenta a fundamentação teórica dos temas relevantes para a pesquisa,
oferecendo a base conceitual necessária para o entendimento dos tópicos abordados.
• Capítulo 3: Apresenta uma revisão de literatura e bibliométrica sobre a área de estudo
da presente pesquisa.
• Capítulo 4: Apresenta a abordagem proposta nesta pesquisa, incluindo a metodologia
adotada e o passo a passo para sua realização.
• Capítulo 5: Apresenta e discute os resultados obtidos a partir da aplicação da abordagem proposta, incluindo a análise dos desempenhos dos algoritmos utilizados e a interpretação dos dados gerados.
• Capítulo 6: Apresenta as considerações finais do estudo, destacando as principais contribuições da pesquisa, as limitações encontradas, e sugerindo possíveis direções para
trabalhos futuros.

19

Capítulo 2
Fundamentação Teórica
Neste capítulo, apresenta-se a fundamentação teórica que serve de apoio para a proposta deste
estudo, abordando os conceitos relacionados aos métodos de seleção de atributos, algoritmos
de aprendizado de máquina e à explicabilidade dos modelos.

2.1

Métodos de Seleção Atributos

2.1.1

Filter

Considerado como uma das abordagens mais antigas para a seleção de atributos, o método filter
descarta atributos irrelevantes sem fazer referência a uma técnica de mineração de dados. Eles
aplicam uma busca independente, que é principalmente baseada na avaliação das propriedades
intrínsecas dos atributos e sua relação com a classe do conjunto de dados (por exemplo, Relief,
Incerteza Simétrica, Correlação de Pearson, etc.) (LIU; MOTODA, 2007). A principal vantagem
do método filter é a sua reduzida complexidade computacional, que se deve ao critério simples
e independente utilizado para a avaliação dos atributos. Na maioria dos casos, o método filter
fornece um ranking baseado em pontuações que refletem a utilidade dos atributos para a classe
(ESSEGHIR, 2010).
Na literatura existem alguns métodos de filtragem, como: ganho de informação, teste quiquadrado, escore de Fisher, coeficiente de correlação e limiar de variância. Entre esses, a correlação de Pearson é especialmente popular, pois quantifica a dependência linear entre duas
variáveis, gerando como resultado a dependência no intervalo [-1, 1]. Dadas duas variáveis 𝑥𝑖
e 𝑦𝑖 , a correlação de Pearson é definida como (LEE RODGERS; NICEWANDER, 1988):

Capítulo 2. Fundamentação Teórica

∑𝑛𝑖=1 (𝑥𝑖 − 𝑥)(𝑦
̄
− 𝑦)
̄
√ 𝑛𝑖
𝜌=√ 𝑛
,
2
∑𝑖=1 (𝑥𝑖 − 𝑥)
∑𝑖=1 (𝑦𝑖 − 𝑦)
̄
̄ 2

20

(2.1)

Em que:
• 𝜌 é o coeficiente de correlação de Pearson.
• 𝑥𝑖 e 𝑦𝑖 são os valores individuais das variáveis 𝑋 e 𝑌 , respectivamente.
• 𝑥̄ e 𝑦̄ são as médias das variáveis 𝑋 e 𝑌 , respectivamente.
• 𝑛 é o número total de observações ou pares de dados.
A Figura 2.1 permite uma análise mais clara do funcionamento desse método, destacando
as principais etapas que compõem o processo.

Figura 2.1: Abordagem Filter (Autor, 2023)

2.1.2

Wrapper

A seleção de atributos baseada no método wrapper, tem por característica sua avaliação de maneira simultânea usando um algoritmo de classificação. A exploração dos subconjuntos requer
uma estratégia de busca heurística (KOHAVI; JOHN, 1997). Kohavi et al. foram os primeiros
autores a defender o wrapper como uma estrutura geral para a seleção de atributos em aprendizado de máquina. Muitos estudos utilizaram essa estrutura com diferentes combinações dos
componentes de avaliação e busca. As técnicas de busca incluem desde métodos sequenciais gananciosos de seleção de atributos (por exemplo, SFS, SBE, Floating Search (SOMOL et
al., 1999)) até métodos randomizados e estocásticos (por exemplo, TABU, BEAM, Algoritmo
Genético (GUYON; GUNN et al., 2008)) (ESSEGHIR, 2010).
O método wrapper frequentemente oferece resultados melhores do que o método filter
porque considera apenas um classificador dentro do processo de avaliação. No entanto, é
importante notar que os métodos de seleção de atributos baseados em wrapper são computacionalmente mais caros em comparação com o método filter, devido ao custo do processo
iterativo de execução do algoritmo de classificação (GUYON; ELISSEEFF, 2003).

Capítulo 2. Fundamentação Teórica

2.1.3

21

Embedded

No método de seleção de atributos embedded, a seleção é integrada ou incorporada ao algoritmo do classificador. Durante a etapa de treinamento, o classificador ajusta seus parâmetros
internos e determina os pesos/importância apropriados para cada atributo a fim de produzir a melhor precisão de classificação. Portanto, a busca pelo subconjunto ótimo de atributos e a construção do modelo em um método embedded são combinadas em uma única etapa
(GUYON; ELISSEEFF, 2003). Alguns exemplos de métodos embedded incluem algoritmos baseados em Árvores de Decisão (por exemplo, Árvore de Decisão, floresta aleatória, boosting por
gradiente) e seleção de atributos usando modelos de regularização (por exemplo, LASSO ou
elastic net). Métodos de regularização geralmente trabalham com classificadores lineares (por
exemplo: SVM, regressão logística), penalizando ou reduzindo o coeficiente de atributos que
não contribuem de forma significativa para o modelo (OKSER; PAHIKKALA; AITTOKALLIO,
2013).
A metodologia embedded é uma solução intermediária entre métodos filter e wrapper, pois
combinam as qualidades de ambos os métodos (GUO et al., 2019). Especificamente, assim como
o método filter, os métodos embedded são menos exigentes em termos computacionais do que
o método wrapper. Essa redução na carga computacional ocorre mesmo quando o método
embedded permite interações com o classificador. Isso significa que o viés do classificador é
incorporado na seleção de atributos, o que tende a melhorar o seu desempenho, de maneira
semelhante ao que acontece nos métodos wrapper (PUDJIHARTONO et al., 2022).

2.1.4

Algoritmo Genético

O Algoritmo Genético (AG) é baseado na teoria da evolução biológica proposta por Darwin
(HOLLAND, J. H., 1992), (GOLDBERG; HOLLAND, J., 1988). Essencialmente, o AG simula
o princípio da sobrevivência do mais apto: na natureza, organismos que estão melhor adaptados ao seu ambiente têm mais chances de sobreviver e transmitir seus genes para a próxima geração. Com o tempo, os genes que permitem que as espécies se adaptem melhor ao
ambiente (evitem predadores e encontrem alimentos) tornam-se predominantes nas gerações
subsequentes.
Inspirado pelos cromossomos e genes que encontramos na natureza, o Algoritmo Genético
aborda problemas de otimização representando-os como um conjunto de variáveis. Cada so-

Capítulo 2. Fundamentação Teórica

22

lução para um problema é comparada a um cromossomo, enquanto cada gene representa uma
variável específica do problema (MIRJALILI et al., 2020).
O funcionamento é da seguinte forma: primeiramente, é criada uma população inicial de
soluções. Cada solução representa um conjunto de características que serão utilizadas para
treinar o modelo. Cada elemento da solução é uma variável binária que indica se a respectiva
característica deve ser incluída ou não no conjunto de atributos (KATO; PAIVA; IZIDORO,
2021).
Em seguida, o algoritmo avalia cada solução na população de acordo com uma função de
aptidão que mensura o desempenho do modelo treinado com o conjunto correspondente de características, como pode ser visto na imagem 2.2. Por exemplo, em problemas de classificação,
medidas de desempenho como acurácia, recall, precisão e F1-Score podem ser utilizadas.

Figura 2.2: Arquitetura Algoritmo Genético (KATO; PAIVA; IZIDORO, 2021)

2.2

Algoritmos de Aprendizagem de Máquina Supervisionados

2.2.1

Indução via Árvores de Decisão

Os algoritmos baseados em Árvores de Decisão são uma poderosa ferramenta para aproximar
funções-alvo de valores discretos, de modo que a função aprendida é representada por uma

Capítulo 2. Fundamentação Teórica

23

Árvore de Decisão. Essas árvores podem ser facilmente convertidas em conjuntos de regras
if-then, o que torna sua interpretação mais intuitiva para os seres humanos. Esses métodos
de aprendizado estão entre os mais populares na inferência indutiva e têm sido aplicados com
sucesso em diversas áreas, como diagnósticos médicos e avaliação de risco de crédito para
candidatos a empréstimos (MITCHELL; MITCHELL, 1997).
Grande parte dos algoritmos desenvolvidos que se baseiam em Árvores de Decisão são
variações de um algoritmo central, que utiliza uma busca gulosa, de cima para baixo, no espaço
de possíveis Árvores de Decisão.
Os algoritmos funcionam da seguinte forma: dividem recursivamente o conjunto de dados
de treinamento em subconjuntos menores com base nos valores de uma variável preditora escolhida, utilizando algum critério, como Entropia ou índice Gini. A divisão é realizada de tal
maneira que a variância das classes nos subconjuntos resultantes seja minimizada. Esse processo é repetido em cada subconjunto até que todos os subconjuntos resultantes pertençam a
uma única classe (no caso de classificação) ou até que seja alcançado um limite de profundidade
da árvore (SINGH; GUPTA, 2014).

2.2.2

Indução via Algoritmo de Regras

A indução por regras é um processo de mineração de dados que deduz regras do tipo if-then
a partir de um conjunto de dados. Essas regras de decisão simbólicas explicam uma relação
inerente entre os atributos e os rótulos de classe no conjunto de dados (ELKAN, 2013). Muitas
experiências da vida real são baseadas na indução intuitiva de regras.
Um dos algoritmos de regras utilizados na literatura é o Prism, que foi originalmente desenvolvido para resolver o problema de subárvores replicadas que geralmente ocorre com algoritmos de aprendizado de Árvore de Decisão (CENDROWSKA, 1987). Como um algoritmo
de aprendizado de regras, o algoritmo Prism é capaz de selecionar atributos com base em sua
importância para uma classe específica. Ou seja, ele seleciona uma classe-alvo e aprende um
conjunto de regras que separa a classe-alvo das demais classes; esse processo é repetido selecionando cada classe como a classe-alvo (LIU; COCEA; DING, 2018).
O algoritmo opera da seguinte maneira: começa concentrando-se em uma única classe de
interesse, repetindo esse processo para cada classe presente no conjunto de dados, uma de
cada vez. Para cada atributo, o algoritmo calcula o valor que melhor separa as instâncias da
classe alvo das outras classes. Isso é feito avaliando cada valor do atributo e determinando a

Capítulo 2. Fundamentação Teórica

24

proporção de instâncias da variável dependente que ele cobre. O atributo e valor que melhor
discriminam a categoria alvo são selecionados e adicionados à regra. As instâncias que não
satisfazem a condição da regra são removidas do conjunto de dados considerado. Esse processo
é repetido até que a regra cubra apenas instâncias da variável de interesse ou que nenhuma
instância de outras classes seja coberta. (CENDROWSKA, 1987)

2.2.3

Regressão Logística

A Regressão Logística é uma técnica preditiva que visa desenvolver um modelo que permita
prever ou explicar os valores assumidos por uma variável dependente qualitativa (muitas vezes
binária) a partir de um conjunto de variáveis explicativas quantitativas ou qualitativas (PENG;
SO, 2002). A Regressão Logística também pode ser definida como uma técnica para ajustar
uma superfície de regressão aos dados quando a variável dependente é dicotômica. Ela é utilizada em estudos que buscam verificar se variáveis independentes podem prever uma variável
dependente binária (PENG; LEE, K. L.; INGERSOLL, 2002).
A regressão logística é muito semelhante à da regressão linear. Entretanto, a Regressão
Linear é usada para caracterizar as relações entre uma variável quantitativa Y e variáveis explicativas (WEISBERG, 2005). Porém, nesse modelo não se consegue aplicar variáveis qualitativas, especialmente quando Y (variável binária) é expressa em termos de resposta Sim ou Não.
Logo, se torna necessário utilizar um modelo adequado para relacionar as variáveis explicativas com a variável qualitativa Y a ser prevista. O truque da regressão logística é não modelar
diretamente a variável qualitativa Y, mas sim a probabilidade de que ela se realize (PENG; SO
et al., 2002).

2.2.4

Máquina de Vetores de Suporte

O algoritmo de Máquinas de Vetores de Suporte (Support Vector Machines – SVM) surgiu para
atender à necessidade de ferramentas de classificação e regressão baseadas em previsões. Introduzido por Vapnik (VAPNIK, 2013), esse algoritmo tem o objetivo de separar os dados em
diferentes classes. Onde, dependendo da complexidade dos conjuntos de dados, esses problemas podem ser classificados como lineares ou não lineares. Esse algoritmo atua como uma
ferramenta de previsão que busca encontrar uma linha ou uma fronteira de decisão, conhecida como hiperplano, que separa os conjuntos de dados ou classes de forma eficaz, evitando
o ajuste excessivo dos dados. Para isso, ele opera em um espaço de hipóteses linear que é

Capítulo 2. Fundamentação Teórica

25

projetado em um espaço de características de alta dimensão. Além disso, é capaz de lidar com
dados não lineares através da aplicação de funções de núcleo (SOMVANSHI et al., 2016).

2.3

Explicabilidade em Modelos de Aprendizagem de Máquina

Alguns sistemas de IA são operacionalmente opacos; no entanto, em muitas aplicações, os
operadores humanos precisam tomar decisões finais e requerem que as recomendações geradas pela IA possam ser autoexplicativas. Atualmente, até mesmo os especialistas encontram
dificuldades para interpretar modelos complexos de IA, como modelos integrados ou modelos
de aprendizado profundo. Existe uma grande lacuna entre precisão e interpretabilidade. Diante desse desafio, a XAI (Inteligência Artificial Explicável) é proposta e utilizada para tornar
os sistemas de IA mais transparentes (ARRIETA et al., 2020).
Atualmente, existem muitos modelos interpretáveis, a maioria dos quais se enquadra em
modelos locais e agnósticos. Os modelos agnósticos comumente usados são principalmente
métodos de visualização, extração de conhecimento, métodos de influência e explicações baseadas em exemplos (ZHANG, K.; XU; ZHANG, J., 2020).
Para tornar os modelos de IA mais compreensíveis, uma das ferramentas mais adotadas é
o SHAP, que utiliza o valor de Shapley, um conceito originado da teoria dos jogos cooperativos (LUNDBERG, S., 2018). O valor de Shapley avalia a importância de cada característica
(LUNDBERG, S. M.; LEE, S.-I., 2017b), ajudando a quantificar a contribuição de cada variável
de entrada para o desempenho de um modelo complexo de aprendizado de máquina. Para determinar a importância das características, é calculado o aumento no erro do modelo após a
substituição de uma característica. Ou seja, substituir características importantes tende a aumentar o erro do modelo, o que evidencia sua importância para o funcionamento do sistema.

2.4

Considerações Finais do Capítulo

Neste capítulo, apresentamos as técnicas de aprendizado de máquina e metodologias de seleção de características relevantes para prever a tendência de jogadores de basquete universitário ingressarem na NBA. Exploramos as bases teóricas que sustentam o desenvolvimento

Capítulo 2. Fundamentação Teórica

26

dos modelos e o processo de escolha de variáveis, preparando o caminho para uma aplicação
prática.
No próximo capítulo, faremos uma revisão da literatura sobre estudos relacionados, abordando abordagens e resultados de trabalhos prévios que investigaram a predição de sucesso
no esporte e a aplicabilidade de diferentes técnicas de aprendizado de máquina. Essa revisão
servirá como base comparativa e fundamentará a seleção dos métodos utilizados no nosso
estudo.

27

Capítulo 3
Revisão da Literatura e Bibliométrica
A revisão sistemática da literatura tem como intuito auxiliar na compreensão e entendimento
de como a área de estudo tem se comportado, quais são os principais algoritmos utilizados,
bem como os gargalos encontrados e os problemas já resolvidos. Para analisar o estado da
arte, foi realizada uma revisão de literatura junto com uma análise bibliométrica.
Através dessa análise, tem-se o intuito de responder as questões propostas na Tabela 3.1.
Tabela 3.1: Questões Sobre o Escopo da Pesquisa
Questões
Q1

Quais são os principais autores e instituições que publicam
na área de estudo?

Q2

Quais são os países que trabalham no assunto?

Q3

Quais são as principais revistas e conferências que publicam sobre
o assunto?

Q4

Quais são os principais temas de pesquisa na área e os métodos utilizados ?

Q5

Quais são os trabalhos mais citados ?

Para responder as questões levantadas na Tabela 3.1, foram exploradas 3 bases de dados:
Scopus, Web Of Science e IEEE Xplore. Para realizar as consultas nessas bases de dados, foi
necessário desenvolver strings de busca para auxiliar na filtragem dos estudos. A string de
busca foi desenvolvida tendo como base as questões de pesquisas levantadas na Seção 1.3.
Diante disso, as strings montadas para as buscas, foram:

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

28

Tabela 3.2: Strings de Busca

3.1

RQs

Strings de Busca

RQ1

((sport* analytic* OR machine learning OR artificial intelligence)
AND (basketball OR ncaa OR nba)
AND ( featur* extract* OR featur* selecti* ))

RQ2

((sport* analytic* OR machine learning OR artificial intelligence)
AND (basketball OR ncaa OR nba) AND ( predict* )

RQ3

((sport* analytic* OR machine learning OR artificial intelligence)
AND (basketball OR ncaa OR nba)
AND ( genetic* algorith*))

RQ4

((sport* analytic* OR machine learning OR artificial intelligence)
AND (basketball OR ncaa OR nba) AND ( predict*)
AND (XAI OR SHAP OR Explain* OR Interpret*))

Metodologia

A revisão sistemática da literatura é um método de investigação científica utilizado para identificar artigos relevantes por meio de critérios explícitos e reproduzíveis (LINDE; WILLICH,
2003). Essa abordagem tem como objetivo integrar o conhecimento da produção científica sobre um determinado tema, agregando estudos previamente realizados que apresentam diversos
tipos de resultados e métodos, com o intuito de identificar e analisar os resultados obtidos por
esses estudos, bem como demonstrar os temas pouco explorados na área.
Para este estudo, foi adotado a metodologia PRISMA (MOHER et al., 2015), juntamente
com a analise bibliométrica nos artigos selecionados. O processo teve as seguinte etapas:
• Definição do protocolo de pesquisa;
• Análise dos artigos selecionados;
• Síntese dos resultados
Na Figura 3.1, é demonstrado o protocolo PRISMA, explicando passo a passo do processo.

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

29

Figura 3.1: Etapas do protocolo PRISMA (Autor, 2023)
Obteve-se um total de 276 artigos como retorno das 3 bases de dados, dos quais 76 eram
duplicados, resultando em um total de 200 artigos. Aplicamos os seguintes critérios de inclusão
e exclusão aos trabalhos que restaram:
• Inclusão
– Está escrito em Inglês;
– Está na área de Ciência da Computação ou Ciência Esportiva;
– O trabalho deve ser Artigo ou Artigo de Conferência;
– Está no intervalo entre 2017 e 2023

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

30

• Exclusão
– Books e séries de book;
– Artigo não disponível publicamente ou via Proxy da Universidade
Após a aplicação dos critérios, restaram um total de 116 artigos, dos quais deverão ser
avaliados com base no título e resumo. Em cada artigo, será analisado se está relacionado ao
esporte, e mais especificamente ao basquete.
Ao final, restaram 56 artigos após a exclusão de 60. Os artigos restantes deverão ser analisados por meio da leitura completa do texto, com o objetivo de verificar se a abordagem está
voltada para o tema da pesquisa.
Após a leitura completa dos artigos, restaram um total de 37 artigos. Esses serão os artigos que serão submetidos à análise bibliométrica, cujo objetivo será responder as questões
levantadas na Tabela 3.1, para o qual foi necessário utilizar a ferramenta Bibliometrix (ARIA;
CUCCURULLO, 2017a).

3.2

Análise Bibliométrica dos Artigos

Esta seção está dívida de acordo com as perguntas geradas na Tabela 3.1.

3.2.1

Quais são os principais autores e instituições que publicam na
área de estudo?

Na Tabela 3.3, são apresentados os autores mais relevantes na área de estudo, ou seja, aqueles
que possuem mais publicações dentro da área de pesquisa. Já na Tabela 3.4, é possível obter
um panorama sobre as instituições que possuem maior quantidade de artigos publicados na
área. É notório que a maioria das instituições é norte-americana.

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica
Autor
Aradhya R
Arpitha TC
Kiran Kumar HK
Maymin P
Prithvi BS
Sanjay HS
Abbasi RA
Albert AA
Allbright K
Annapureddy P

31

Número de Documentos
2
2
2
2
2
2
1
1
1
1

Tabela 3.3: Autores mais relevantes
Afiliações
Escole Nationale Supérieure En Informatique
Sacred Heart University
School of Integrated Technology (SIT)
Texas Tech University
Ahmedabad University
Brunel University London
Fairfield University Dolan School of Business
International Hellenic University
International Islamic University
Muğla Sıtkı Koçman University

Artigos
4
4
4
3
2
2
2
2
2
2

Tabela 3.4: Afiliações mais relevantes

3.2.2

Quais são os países que trabalham no assunto?

Na Figura 3.2, é possível analisar os países que mais publicam dentro da área, bem como a quantidade de artigos que foram publicados apenas de forma single, ou seja, sem a co-participação
de autores de outros países, assim como de forma multiple, na qual houve a co-participação de
autores de países distintos em um único artigo.
Observa-se que alguns países, como Grécia, Índia e Coreia, não possuem publicações que
envolvam autores de outras nacionalidades. Por outro lado, Austrália e Arábia Saudita possuem publicações exclusivamente com a co-participação de autores de outros países. Já nos
Estados Unidos, nota-se uma distribuição equilibrada entre as publicações single e multiple.
Já na Figura 3.3, é possível observar o mapa-múndi, no qual é possível visualizar diferentes
países em tonalidades distintas de azul, representando o número de artigos publicados. As

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

32

Figura 3.2: Países que mais produzem na área (Autor, 2023)
tonalidades mais intensas indicam um maior número de artigos publicados, enquanto as tonalidades menos intensas correspondem a uma quantidade menor. É perceptível que os Estados
Unidos lideram com 33 artigos publicados.

Figura 3.3: Mapa com as produções cientificas por pais (Autor, 2023)

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

3.2.3

33

Quais são as principais revistas e conferências que publicam sobre o assunto ?

Na Tabela 3.5, é possível observar as revistas e conferências que possuem mais publicações
na área de pesquisa e são consideradas de alta relevância, visto que a maioria está vinculada
ao Institute of Electrical and Electronics Engineers – IEEE. Além disso, é notório que algumas
dessas revistas não tratam apenas de computação, mas também de áreas de esportes. Com
isso, observa-se que as quatro primeiras revistas/conferências tiveram cada uma dois artigos
publicados, enquanto as demais revistas publicaram apenas um artigo.
Fontes
2021 IEEE Mysore Subsection International Conference
ACM International Conference Proceedings Series
Journal of Business Analytics
Proceedings of Spie - The International Society
2017 Intelligent Systems Conference
2018 International Conference on System Science
2019 International Conference on Computer and Information
2020 IEEE Congress on Evolutionary Computation
2020 International Conference on Advancement
2021 IEEE 23RD International Conference
6TH International Conference on Electronics
Applied Artificial Intelligence
Chaos, Solitons and Fractals
Electronics (Switzerland)
Expert Systems
Frontiers in Artificial Intelligence
IEEE Access
IFIP Advances in Information and Communication
Information Systems
International Conference on Control
Tabela 3.5: Fontes mais relevantes

Número de Documentos
2
2
2
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

3.2.4

34

Quais são os principais temas de pesquisa na área e os métodos
utilizados?

Para entender melhor os gráficos a seguir, é importante compreender a estrutura e a representação de cada elemento das figuras (VAN ECK; WALTMAN, 2014), (ARIA; CUCCURULLO,
2017b).
• Nó: Cada nó na imagem representa uma unidade de análise — neste caso, palavras-chave
nas Figuras 3.4 e 3.5. O tamanho do nó está relacionado à frequência de uso da palavra:
quanto maior e mais central o nó, maior a relevância dessa palavra na área de estudo.
• Arestas: As arestas conectam os nós e simbolizam a coocorrência de palavras-chave
nos artigos. Uma aresta mais espessa entre dois nós indica que essas palavras-chave
aparecem juntas com maior frequência, sugerindo uma forte conexão temática entre os
tópicos representados.
• Clusters: Grupos de palavras-chave interligadas formam clusters, que representam subtemas ou áreas de pesquisa relacionadas. Cada cluster pode ser interpretado como um
subcampo da pesquisa, mostrando áreas de interesse dos pesquisadores. Isso auxilia na
compreensão das divisões temáticas e das tendências do campo, permitindo a visualização de temas emergentes ou já bem estabelecidos.
Na Figura 3.4, é possível identificar algumas áreas de estudo sendo exploradas no contexto
do basquete, como predição de estrelas, estrelas em ascensão, análise de fatores, e análises
antropométricas, entre outras.

Figura 3.4: Principais temas (Autor, 2023)

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

35

Já na Figura 3.5, além de ser possível visualizar toda a gama de áreas de estudo, podem-se
notar algumas técnicas utilizadas nesse campo, como regressão logística, SVM, sistemas Fuzzy,
Deep Learning, redes neurais, entre outras técnicas.

Figura 3.5: Abordagens Utilizadas (Autor, 2023)
No trabalho de (MAHMOOD; DAUD; ABBASI, 2021), é realizada uma análise para determinar se um jogador específico é uma estrela em ascensão na NBA. Para realizar essa análise,
foi utilizado um termo denominado Co-player, que basicamente se refere a uma pessoa que
pertence ao mesmo time ou ao time adversário e que jogou partidas durante algum período
comum. O Co-player, segundo o autor, é um fator importante para realizar a predição das
estrelas em ascensão. Para a predição, foram utilizados os seguintes algoritmos de aprendizado de máquina: SVM, Árvore de Decisão CART, Maximum Entropy Markov Model – MEM,
Rede Bayesiana e Naive Bayes. No trabalho, foram criados alguns novos atributos, tendo como
base os atributos pré-existentes nas bases de dados, como, por exemplo, a média do Hollinger
Score dos Co-players de um jogador P. Ao final do estudo, é demonstrada a importância desses
atributos relacionados ao Co-player para auxiliar na predição das estrelas.
Na pesquisa realizada por (ALBERT et al., 2021), foi proposta uma abordagem híbrida denominada de ANN (Adaboost, Random Forest e Multi Layer Perceptron – MLP), na qual os modelos
utilizam o mesmo conjunto de dados como entrada. Segundo o autor, essa combinação ponderada dos três modelos convencionais não tem sido objeto de pesquisa, tornando-a assim uma
abordagem inovadora para o problema de predição de estrelas na NBA. Essa combinação foi
obtida a partir dos resultados individuais de uma variedade de modelos de aprendizagem de
máquina testados, e os três modelos citados resultaram em melhores métricas em termos de
sensibilidade e especificidade. Essa ANN foi construída para ser uma camada oculta de uma
Recurrent Neural Network – RNN. Ao refazer os testes com o modelo proposto, os autores ob-

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

36

tiveram um valor de 90% de especificidade e 80% de sensibilidade, a especificidade diminuiu
um pouco em relação aos modelos individuais, entretanto houve um aumento significativo no
valor de sensibilidade.
O trabalho de (HSU et al., 2018) tenta prever as dezesseis melhores equipes da NBA por
meio da aplicação de algoritmos de aprendizado de máquina, com base nas características
dos jogadores. Essas características estão relacionadas às estatísticas de pontos, bloqueios,
rebotes ofensivos e defensivos, entre outras métricas de jogo. Os modelos aplicados devem
calcular a contribuição vencedora dos jogadores para a equipe. Para obter esse resultado,
foram empregados os seguintes modelos: Regressão Polinomial, Random Forest Regression e
SVM. Para realizar a comparação entre os modelos, foi utilizada uma classificação de eficiência
do jogador denominada como PER.
O sistema híbrido inteligente proposto por (OZKAN, 2020) foi uma combinação entre uma
rede neural artificial e lógica fuzzy. Esse sistema neuro-fuzzy concorrente foi estabelecido
para determinar qual equipe irá vencer, levando em consideração dados sobre o sucesso geral
da equipe, o desempenho nos últimos jogos e a qualidade dos jogadores. A rede neural foi
desenvolvida com o intuito de prever qual time (o time da casa ou o time visitante) venceria
o jogo com base em alguns parâmetros. O sistema de inferência fuzzy desenvolvido foi capaz
de prever o favorito do jogo, a fim de aumentar a precisão e sensibilidade geradas pela rede
neural.
Através dos trabalhos citados anteriormente, é possível observar um panorama geral de
como o problema de pesquisa está sendo abordado e quais algoritmos de aprendizagem de
máquina estão sendo utilizados na literatura para tanger o problema. Dito isso, este trabalho
foca nos dados dos jogadores de basquete da liga universitária, buscando prever a tendência
de sucesso desses jogadores na liga profissional por meio de algoritmos de aprendizado de
máquina em conjunto com Algoritmo Genético.

3.2.5

Quais são os trabalhos mais citados?

Na Tabela 3.6, é possível visualizar os trabalhos mais citados na área de estudo, sendo que
(SARLIS; TJORTJIS, 2020) é o estudo com o maior número de citações. Esse artigo tem como
objetivo realizar uma comparação entre as análises de desempenho existentes na literatura
para avaliar equipes e jogadores.

Capítulo 3. Revisão da Literatura e Bibliométrica

37

O trabalho de (JAIN; KAUR, 2017), o segundo mais citado de acordo com a Tabela 3.6, tem
como objetivo prever os resultados de um jogo de basquete, considerando algumas estatísticas
dos jogadores. Este trabalho tentou abordar o problema através do algoritmo SVM. Entretanto,
mesmo sendo um algoritmo poderoso para classificação, possui a limitação de não produzir
regras que auxiliem na tomada de decisão. Para contornar essa limitação do algoritmo, o
trabalho propõe um modelo híbrido Fuzzy-SVM para a geração de regras. No qual, em cada
ponto de entrada do SVM, é aplicada uma função de pertinência fuzzy, possibilitando diferentes
contribuições no aprendizado. Esse aprimoramento também reduz o efeito de ruídos e outliers
nas entradas de dados, diminuindo diretamente o efeito do erro.
Tabela 3.6: Artigos e Número de Citações

3.3

Artigos

Número Citações

(SARLIS; TJORTJIS, 2020)

84

(JAIN; KAUR, 2017)

38

(OZKAN, 2020)

18

(NGUYEN et al., 2022)

18

(OUGHALI; BAHLOUL; EL RAHMAN, 2019)

17

(CALIWAG et al., 2018)

13

(SOLIMAN; MISBAH; ELDAWLATLY et al., 2017)

10

Considerações Finais do Capítulo

Neste capítulo, revisamos a literatura relevante sobre a aplicação de aprendizado de máquina
para a previsão de sucesso de jogadores de basquete e outras áreas correlatas. Essa revisão nos
permitiu fundamentar as decisões metodológicas deste trabalho, oferecendo um embasamento
teórico para a implementação prática que será discutida no próximo capítulo.
No Capítulo 4, será descrita a abordagem prática proposta, com foco no processo de predição e explicabilidade dos modelos. Esse processo será estruturado em etapas, conforme o
método KDD, incluindo a descrição dos dados, o pré-processamento, a seleção de características e a classificação, além das métricas de avaliação e o ambiente de teste.

38

Capítulo 4
Abordagem Proposta
Neste capítulo, apresenta-se a abordagem associada ao processo de predição e explicação do
modelo. Assim, foi dividido em etapas ligadas ao método Knowledge Discovery in Databases –
KDD que foram abordadas, como: Descrição dos Dados, Pré-processamento, Algoritmos Utilizados para Extração de Características e Classificação, Métricas de Avaliação, Método Aplicado
e Ambiente de Teste.

4.1

Visão Geral da Abordagem

Figura 4.1: Arquitetura Proposta (Adaptado de (LUNDBERG, S. M.; LEE, S.-I., 2017a))
A abordagem proposta neste trabalho segue um fluxo sistemático que visa equilibrar a
eficiência preditiva com a explicabilidade dos modelos. Conforme ilustrado na Figura 4.1, o

Capítulo 4. Abordagem Proposta

39

processo pode ser dividido em três fases principais: Seleção de Características, Predição e
Explicabilidade, todas derivadas dos dados brutos fornecidos.
Na primeira fase, os Dados passam por um processo de Seleção de Características, de tal
modo que os atributos irrelevantes ou redundantes são filtrados para otimizar a performance
do modelo. Essa seleção busca não apenas melhorar a acurácia dos algoritmos de aprendizado de máquina, mas também reduzir a carga computacional, facilitando o entendimento das
variáveis mais relevantes para o processo preditivo.
Na segunda fase, o conjunto de dados filtrado é alimentado no Modelo, que realiza o processo de Predição. Essa etapa centraliza a atividade de modelagem preditiva, na qual o desempenho é avaliado com base na métrica de acurácia gerada por cada modelo.
Por fim, na terceira fase, entram em ação as Ferramentas de Explicabilidade, responsáveis
por fornecer uma análise interpretativa das predições feitas pelo modelo, por meio da geração
de explicações. O uso dessas ferramentas permite que os tomadores de decisão compreendam
como os atributos selecionados influenciam as previsões, promovendo uma maior transparência no processo de tomada de decisões. Isso é crucial para garantir que os resultados possam
ser interpretados, não apenas com base na acurácia preditiva, mas também em termos de justificativas claras e compreensíveis.
Também é possível notar que algumas predições já podem gerar explicações de forma natural, sem a necessidade de passar pelas ferramentas de explicabilidade. Isso ocorre por meio
de predições realizadas por modelos baseados em árvore de decisão, por exemplo, onde uma
árvore é gerada de forma transparente, permitindo que os tomadores de decisão compreendam
como cada atributo influencia a predição final, de forma intuitiva e de fácil interpretação.
Esse fluxo garante que, além de atingir um bom desempenho preditivo, o modelo também
seja capaz de justificar suas decisões, alinhando-se com a crescente demanda por modelos de
aprendizado de máquina explicáveis.

4.2

Descrição dos Dados

O conjunto de dados selecionado abrange o período de 2009 a 2021 e envolve atletas universitários americanos que competiram na NCAA. Esse intervalo foi definido em função da
disponibilidade de informações na base de dados utilizada, que cobre exclusivamente esses
anos, limitando assim a análise a esse período temporal. O banco de dados é composto por 65

Capítulo 4. Abordagem Proposta

40

características relacionadas aos atletas e às partidas disputadas por eles. Os dados foram coletados da plataforma Kaggle, no seguinte endereço: https:// www.kaggle.com/ datasets/
adityak2003/ college-basketball-players-20092021. A variável alvo é o atributo

ROUND, que representa a rodada em que um jogador é selecionado. Os demais atributos do
dataset estão listados abaixo.
1. Player Name: Nome do jogador.
2. Team: Time do jogador.
3. Conference: Nome da Conferência.
4. Games Played: Total de games jogado pelo jogador.
5. Minutes Percentage: Minutos jogados pelo jogador dividido pelo tempo total de jogo
da equipe na temporada. Mostra a porcentagem total que o jogador esteve em quadra
na temporada.
6. Offensive Rating (ORtg): Mede o desempenho ofensivo de um time ou a eficiência de
um jogador individualmente na produção de pontos para o ataque.
7. Usage (usg%): Mostra a porcentagem estimada de jogadas do time que um jogador utilizou.
8. Effective Field Goal Percentage (eFG%): Demostrar o porcentagem efetiva dos arremessos em campo, pode ser calculada para cada jogador ou por time.
9. True Shooting Percentage (TS%): É a porcentagem de arremessos ajustada para arremessos de três pontos e lances livres e mede a eficiência de um jogador no arremesso da
bola.
10. Offensive Rebound Percentage (ORB%): Representa a porcentagem de possíveis rebotes ofensivos que o jogador pode pegar enquanto estava em quadra.
11. Defensive Rebound Percentage (DRB%): Representa a porcentagem de possíveis rebotes defensivos que o jogador pode pegar enquanto estava em quadra.
12. Assist Percentage (AST%): Estima a porcentagem de posses de uma equipe que um
jogador auxilia enquanto está na quadra.

Capítulo 4. Abordagem Proposta

41

13. Turnover Percentage (TOV%): Estimativa de turnovers de uma equipe que um jogador
tem enquanto está na quadra.
14. Free Throws Made (FT): Quantidade de lances livres que um jogador fez na temporada.
15. Free Throw Attempts (FTA): Quantidade de lances livres tentados de um jogador na
temporada.
16. Free Throw Percentage (FT%): Lances livres realizados divididos por tentativas de lance
livre.
17. Two Points Made (2P): Quantidade de arremesso de 2 pontos realizadas por um jogador
na temporada.
18. Two Point Attempts (2PA): Quantidade das tentativas de arremesso de 2 pontos do
jogador na temporada.
19. Two Point Percentage (2P%): Arremesso de 2 pontos realizados divididos pelas tentativas de arremesso de 2 pontos.
20. Three Points Made (3P): Quantidade de arremesso de 3 pontos realizadas por um jogador na temporada.
21. Three Point Attempts (3PA): Quantidade das tentativas de arremesso de 3 pontos do
jogador na temporada.
22. Three Point Percentage (3P%): Arremesso de 3 pontos realizados divididos pelas tentativas de arremesso de 3 pontos.
23. Block Percentage (BLK%): A porcentagem de bloqueios de uma equipe que um jogador
realiza enquanto está em campo.
24. Steal Percentage (STL%): A porcentagem dos roubos de bola de uma equipe que um
jogador realiza enquanto está em campo.
25. Free Throw Rate (FTR): A taxa de lance livre é encontrada dividindo as tentativas de
lance livre pelas tentativas de arremesso de campo.
26. Year in College: É uma variável categórica que pode assumir os valores de Calouro,
Segundo ano, Terceiro ano, Quarto ano.

Capítulo 4. Abordagem Proposta

42

27. Height: Altura do jogador.
28. Points Over Replacement Per Adjusted Game (Porpag): É uma métrica que auxilia
prever quantos pontos a mais um jogador pode marcar em comparação com um substituto hipotético.
29. Adjusted Offensive Efficiency (AdjOE): É uma estimativa dos pontos por 100 posses
que uma equipe marcaria contra a defesa de uma equipe média da divisão 1.
30. Personal Foul Rate (pfr): Faltas pessoais a cada 40 minutos.
31. Year: Ano da temporada.
32. Player ID (pid): ID dos jogadores.
33. Assist / Turnover (ast/tov): Assistências do jogador divididas por turnovers do jogador.
34. Rimmade: O número de arremessos convertidos próximos ao aro.
35. Rimmade + Rimmiss: O número de arremessos convertidos próximos ao aro mais o
número de arremessos perdidos próximos ao aro.
36. Midmade: Número de arremessos convertidos de média distância.
37. Midmade + Midmiss: Número de arremessos convertidos de média distância mais número de arremessos perdidos de média distância.
38. Rimmade / (Rimmade + Rimmiss): Obtido dividindo o número de arremessos convertidos próximos ao aro, pelo total de tentativas de arremesso próximo ao aro.
39. Midmade / (Midmade + Midmiss): Obtido dividindo o número de arremessos convertidos pelo jogador, pelo total de tentativas de arremesso de média distância pelo jogador.
40. Dunksmade: Quantidade de enterradas realizadas pelo jogador.
41. Dunksmiss + Dunksmade: Número de enterradas perdidas pelo jogador mais o número de enterradas realizadas pelo jogador.
42. Dunksmade / (Dunksmade + Dunkmiss): Número de enterradas realizadas pelo jogador dividido pelo total de tentativas de enterradas do jogador.

Capítulo 4. Abordagem Proposta

43

43. Pick: Mostra o status do draft dos jogadores. 1 para selecionado, 0 para não selecionado.
44. Defensive Rating (drtg): É uma estatística usada para medir a eficiência de um jogador
individual em impedir que o outro time marque pontos.
45. Adjusted Defensive Rating (adrtg): É uma estatística que mede a eficiência defensiva
de uma equipe, levando em consideração vários fatores, como o ritmo de jogo, a força
do adversário e outros elementos.
46. Stops: Stops são bloqueios, roubadas de bola, rebotes defensivos, além da probabilidade
de turnovers e arremessos errados realizados pelo jogador, que não resultaram em roubo
de bola ou bloqueio.
47. Box Plus/Minus (bpm): É uma métrica baseada na estatística de pontuação do basquete que estima a contribuição de um jogador de basquete para a equipe enquanto esse
jogador está em quadra.
48. Offensive Box Plus/Minus (obpm): É uma estatística que mede a contribuição ofensiva
de um jogador para sua equipe quando ele está em quadra. Essa métrica estima quantos
pontos por 100 posses de bola um jogador contribui para a ofensiva de sua equipe acima
ou abaixo de um jogador médio
49. Defensive Box plus/minus (dbpm): É uma estatística que mede a contribuição defensiva de um jogador para sua equipe quando ele está em quadra. Essa métrica estima
quantos pontos por 100 posses de bola um jogador contribui para a defesa de sua equipe
acima ou abaixo de um jogador médio
50. Game Box Plus/minus (gbpm): Semelhante à métrica BPM, porém concentra-se exclusivamente em um único jogo.
51. Offensive Game Box Plus/Minus (ogbpm): Semelhante à métrica OBPM, porém concentrase exclusivamente em um único jogo.
52. Defensive Game Box Plus/Minus (dgbpm): Semelhante à métrica DBPM, porém concentrase exclusivamente em um único jogo.
53. Minutes Played (mp): Total de minutos que um jogador passou em quadra.
54. Offensive Rebounds (oreb): Total de rebotes ofensivos do jogador.

Capítulo 4. Abordagem Proposta

44

55. Defensive Rebounds (dreb): Total de rebotes defensivos do jogador.
56. Total Rebounds (treb): Soma dos rebotes defensivos e ofensivos do jogador.
57. Assist (ast): Total de assistências que o jogador realizou.
58. Steal (stl): Total de roubos de bola que o jogador realizou.
59. Block (blk): Total de bloqueios que o jogador realizou.
60. Points (pts): Total de pontos que o jogador marcou.
61. Position (Pstn): Posição do jogador em quadra.
62. Threes Per 100 Possessions (TPA / 100): Tentativas de arremessos de três pontos do
jogador por 100 posses de bola.
O trabalho de (GÜLER, 2022) utiliza a mesma base de dados, entretanto, o foco do autor
é abordar sobre o balanceamento, através da utilização de técnicas ja existentes na literatura,
demonstrando a importância de possuir dados balanceados no momento da classificação nos
algoritmos de aprendizagem de máquina.

4.3

Pré-processamento

Pré-processamento é uma etapa do KDD que várias técnicas são aplicadas aos dados com o
objetivo de melhorar as taxas de aprendizado dos modelos. O trabalho de Blum (BLUM; LANGLEY, 1997) mostra a importância da seleção de características para modelos de aprendizado
de máquina. Neste trabalho, serão aplicados quatro métodos de seleção: Embedded, Filter,
Wrapper e Algoritmo Genético.
Na etapa de pré-processamento dos dados, alguns atributos foram retirados por apresentarem baixa relevância para os resultados do estudo, não contribuindo significativamente
para a análise preditiva. A decisão de excluir esses atributos foi baseada na falta de relação
direta com o objetivo da pesquisa. Os atributos removidos foram os seguintes: "AFFILIATION", "TEAM", "year", "ROUND.1", "OVERALL","Unnamed: 64", "Unnamed: 65","pick", "Rec
Rank","player_name", "team", "conf","yr","ht","type","porpag", "num"

Capítulo 4. Abordagem Proposta

4.4

45

Análise Qualitativa dos Dados

Na matriz de correlação gerada em https://qualitative-analysis.vercel.app/,
foram obtidos os valores de p-valor e do coeficiente de Pearson (𝜌), que ajudam a identificar a força e significância das relações entre as variáveis de interesse. Para conduzir a análise
de correlação, estabelecemos as seguintes hipóteses:
• Hipótese Nula (H): Não existe correlação significativa entre <atributo 1> e <atributo
2> , indicando que a correlação observada é nula ou próxima de zero.
• Hipótese Alternativa (H): Existe uma correlação significativa entre <atributo 1> e
<atributo 2>.
O p-valor, neste contexto, representa a probabilidade de observar uma correlação tão extrema (ou mais extrema) quanto a observada, assumindo que a hipótese nula seja verdadeira.
Um p-valor menor que 0,05 sugere que a correlação é estatisticamente significativa, ou seja,
indica que há menos de 5% de probabilidade de que o resultado obtido ocorra apenas devido
ao acaso, o que nos leva a rejeitar a hipótese nula em favor da hipótese alternativa.
Já o coeficiente de Pearson (𝜌) mede a força e a direção da associação entre duas variáveis de forma monotônica, independentemente de uma relação estritamente linear. Valores de
𝜌 próximos de +1 indicam uma forte correlação positiva; valores próximos de -1, uma forte
correlação negativa; e valores próximos de 0 indicam ausência de correlação. A Tabela 4.1
apresenta uma escala para interpretação dos valores de 𝜌, facilitando a compreensão do grau
de associação entre as variáveis analisadas.
Tabela 4.1: Interpretação dos índices de correlação, (SCHOBER; BOER; SCHWARTE, 2018)
Pearson (𝜌)

Interpretação

0.9 - 1.0

Correlação Muito Forte

0.7 - 0.89

Correlação forte

0.4 - 0.69

Correlação moderada

0.10 - 0.39

Correlação fraca

0.0 - 0.10

Correlação insignificante

Além da análise geral dos p-valores e dos coeficientes de Pearson, identificamos padrões
específicos nas correlações entre variáveis ofensivas, defensivas e avançadas, oferecendo uma
visão mais detalhada sobre o desempenho dos jogadores:

Capítulo 4. Abordagem Proposta

46

• Fortes Correlações Positivas
– Estatísticas Ofensivas: As variáveis relacionadas a pontos, porcentagem de acertos
de arremessos, porcentagem de lances livres e eficiência de arremesso estão altamente correlacionadas. Esse padrão sugere que jogadores que se destacam em uma
dessas áreas tendem a se sobressair em outras estatísticas ofensivas.
– Estatísticas Defensivas: Existe uma forte correlação entre roubos de bola, bloqueios
e rebotes defensivos, o que indica que jogadores com bom desempenho em uma
dessas áreas tendem a ser habilidosos defensivamente de forma geral.
• Correlações Positivas Moderadas
– Relação entre Ataque e Defesa: Rebotes e assistências apresentaram correlação
positiva moderada com pontos, sugerindo que, em média, jogadores que pegam
mais rebotes ou realizam mais assistências também tendem a marcar mais pontos.
• Correlações Negativas
– Turnovers e Pontos: Existe uma correlação negativa entre turnovers e pontos, indicando que jogadores que cometem menos erros de posse tendem a pontuar mais.

4.5

Métodos Utilizados para a Extração de Características

4.5.1

Método Wrapper

Para este trabalho, foi escolhido o método de Forward Stepwise, que funciona da seguinte maneira: primeiramente, é iniciado um conjunto vazio A. Em seguida, é realizado um teste com
as características para selecionar qual característica será adicionada fixamente ao conjunto A.
Ou seja, de acordo com a métrica escolhida, é feita uma comparação entre as características
e aquela com melhor desempenho é selecionada. Com a primeira característica selecionada,
realiza-se uma nova busca para verificar qual será a próxima característica fixada juntamente
com a primeira, repetindo essas etapas para todas as características do conjunto de dados. No
final, o melhor conjunto de características é retornado.

Capítulo 4. Abordagem Proposta

4.5.2

47

Método Filter

Para o método Filter, optamos por implementar a correlação de Pearson. Esta escolha se baseia
na capacidade do método de quantificar relações lineares entre variáveis, atribuindo coeficientes num intervalo de [-1, 1]. Essa métrica não só evidencia a força da relação, como também
a direção, sendo fundamental para identificar variáveis influentes e minimizar redundâncias
no modelo.

4.5.3

Método Embedded

Neste trabalho, foi utilizada a Árvore de Decisão C5.0 (PANDYA, R.; PANDYA, J., 2015) como
o modelo para esta abordagem, mas outros métodos como C4.5 (QUINLAN, 2014), CART (ANDERSON, 1983) e ID3 (ANDERSON, 1983) podem ser encontrados na literatura.

4.5.4

Algoritmo Genético

Para que o Algoritmo Genético pudesse realizar a redução de dimensionalidade no conjunto
de dados, foi desenvolvido um algoritmo híbrido no qual a função de aptidão (fitness) utilizou algoritmos de classificação para determinar qual deles melhor auxiliaria na resolução do
problema. Inicialmente, utilizou-se um algoritmo de caixa branca, como a Árvore de Decisão CART, e em seguida foi utilizado um algoritmo de caixa preta, como o SVM. Também
foi utilizado um Algoritmo Genético puro, para assim conseguir realizar uma análise entre os
algoritmos genéticos. Todas as combinações utilizaram a métrica de acurácia para avaliar a
aptidão dos cromossomos.
Cada cromossomo foi representado como um vetor binário, onde cada posição corresponde
a um atributo do conjunto de dados. Um valor ’1’ indica a inclusão do atributo no subconjunto
utilizado para treinar o classificador, enquanto ’0’ indica a exclusão. Essa representação binária
permite uma exploração eficiente do espaço de busca, possibilitando a avaliação de diversas
combinações de atributos.
Com base na função de aptidão, o algoritmo seleciona os melhores indivíduos na população e utiliza operadores genéticos, como cruzamento e mutação, para gerar novas soluções.
O operador de cruzamento combina as características de dois indivíduos selecionados aleatoriamente, enquanto o operador de mutação altera aleatoriamente as características de um
indivíduo selecionado.

Capítulo 4. Abordagem Proposta

48

O cruzamento implementado foi do tipo ponto único aleatório no cromossomo, onde ocorre
a troca de elementos entre os pais. A Figura 4.2 ilustra o funcionamento deste tipo de cruzamento, onde um ponto é escolhido aleatoriamente para dividir e combinar os cromossomos
dos pais (HASSANAT et al., 2019). Ao utilizar apenas o operador de cruzamento para gerar
os descendentes faz com que o Algoritmo Genético fique preso em pontos ótimos locais, pois
os genes benéficos contidos nos pais sobrevivem em cada geração, resultando na constante
ocorrência de ótimos locais (HASSANAT et al., 2019). Para mitigar esse problema, o operador de mutação é utilizado, garantindo que os filhos gerados sejam distintos dos pais e, assim,
promover a diversidade na população. (KOREJO et al., 2013).
A mutação por inversão é uma das técnicas utilizadas para diversificar a população. Nesse
tipo de mutação, um segmento do cromossomo é selecionado aleatoriamente e tem sua ordem
de genes invertida (KATO; PAIVA; IZIDORO, 2021). A Figura 4.3 exemplifica esse processo,
onde o segmento escolhido é invertido, criando uma nova combinação genética no cromossomo mutado.

Figura 4.2: Cruzamento 1 Ponto de Corte (Adaptado de (KATO; PAIVA; IZIDORO, 2021))

Figura 4.3: Mutação por Inversão (Adaptado de (KATO; PAIVA; IZIDORO, 2021))
As taxas de mutação e cruzamento foram comprovadas como elementos-chave para o sucesso dos algoritmos genéticos (BEASLEY; BULL; MARTIN, 1993). DeJong sugere que os

Capítulo 4. Abordagem Proposta

49

valores ótimos para o tamanho da população estejam na faixa de [50-100], com uma taxa
de mutação baixa, uma vez que altas taxas de mutação podem levar a uma busca aleatória
(SCHLIERKAMP-VOOSEN, 1993). Quanto ao cruzamento com um ponto de corte, é aconselhável que esteja próximo de 60%. Esses parâmetros têm sido amplamente utilizados em
implementações que empregam algoritmos genéticos (SCHLIERKAMP-VOOSEN, 1993).Na literatura, existem muitos trabalhos que abordam a escolha ótima de parâmetros para o AG, os
quais podem auxiliar na configuração adequada do algoritmo.
No caso deste trabalho, as taxas de mutação e cruzamento foram ajustadas conforme essas
diretrizes. A taxa de mutação foi definida como 30%, e a taxa de cruzamento foi ajustada para
70%.
Esse processo de avaliação, seleção, mutação e cruzamento é repetido várias vezes até que
a condição de parada seja alcançada. Na literatura, existem várias condições de parada (SAFE
et al., 2004), tais como:
• Número fixo de gerações alcançado (SAFE et al., 2004).
• A variação da aptidão da população é menor que um pequeno valor predefinida (o nível
de aptidão desejado foi atingido) (SAFE et al., 2004).
• Nenhuma melhoria no melhor valor de aptidão (EIBEN; SMITH, 2015).
Neste trabalho, foram utilizadas duas condições de parada: a primeira é quando a população atinge um número máximo de 10.000 gerações; a segunda é se um indivíduo for o melhor
durante 10 gerações consecutivas. Quando uma das condições de parada é satisfeita, o algoritmo retorna o subconjunto de características correspondente à melhor solução encontrada
durante o processo. Esse subconjunto deve ser capaz de representar com precisão os dados e
reduzir a dimensão do problema, resultando em um modelo mais simples e interpretável.

4.6

Escolha dos Hiperparâmetros

Os algoritmos de aprendizado de máquina requerem a configuração de hiperparâmetros e, para
identificar os hiperparâmetros que melhor representavam o conjunto de dados, foi necessário
realizar o GridSearch.
O GridSearch é uma abordagem sistemática para automatizar o processo de ajuste de parâmetros de um algoritmo, gerando e avaliando várias combinações de parâmetros. A combina-

Capítulo 4. Abordagem Proposta

50

ção que melhor representa o conjunto de dados é selecionada como a mais adequada (MISHRA
et al., 2019).
Para descobrir os melhores hiperparâmetros para cada classificador, foi necessário realizar
o GridSearch em cada sub-conjunto de atributos extraidos dos algoritmos de seleção, comentados na Seção 4.5. O algoritmo foi executado com cross validation com valor de 5, e a métrica
utilizada foi a acurácia. A escolha desse valor foi um compromisso entre a necessidade de obter
uma estimativa precisa do desempenho do modelo e a limitação do tempo computacional.
O resultado da execução pode ser encontrada no apêndice A.

4.7

Algoritmos Utilizados para Classificação

Após a etapa de pré-processamento dos dados, foram selecionados alguns algoritmos de classificação com o objetivo de diversificar as abordagens em modelos de aprendizado de máquina,
dando preferência aos modelos caixa branca, a fim de manter a interpretabilidade e explicabilidade. Seguindo esse raciocínio, foram incluídas as abordagens baseadas em árvores, como
C4.5, C5.0 e CART, além de um modelo baseado em regras, o algoritmo PRISM, e um modelo
estatístico, a regressão logística. Além disso, para explorar o potencial dos dados, foi incluído
um modelo caixa preta baseado em kernel, o SVM, para analisar o comportamento dos dados
em um modelo de baixa interpretabilidade. Esses algoritmos foram implementados através das
bibliotecas Scikit-Learn (KRAMER; KRAMER, 2016) e ChefBoost (SERENGIL, 2021).
Para a execução dos algoritmos, foi necessária a divisão dos dados em conjuntos de treino
e teste, utilizando o método holdout (DEVROYE; WAGNER, 1979), com a seguinte proporção:
70% para treino e 30% para teste. A escolha do método holdout se deu pela sua simplicidade
e eficiência, uma vez que ele permite uma divisão direta dos dados, sem a necessidade de
múltiplas iterações, como ocorre em técnicas mais complexas.Esses algoritmos serviram como
base para compreender o comportamento do conjunto de dados em relação às métricas de
desempenho de cada abordagem

4.7.1

Árvores de Decisão

Neste trabalho, foram utilizados três tipos de algoritmos baseados em Árvore de Decisão. A
seguir, são apresentados os atributos definidos por cada algoritmo.

Capítulo 4. Abordagem Proposta

51

• CART - Para este algoritmo, foram fixados dois atributos e outros quatro foram definidos por meio da técnica de gridSearch. Os atributos fixos foram: Random_state =
33 e Criterion = Gini. Os atributos definidos pelo gridSearch foram: max_depth = ?1 ,
max_features = ?, min_samples_leaf = ?, min_samples_split = ?, e Splitter = ?.
• C5.0 - De forma análoga ao algoritmo CART, apenas os atributos Random_state = 33
e Criterion = Entropy foram fixados, enquanto os demais foram ajustados por meio do
gridSearch.
• C4.5 - A biblioteca utilizada para implementar este algoritmo não permitia a realização de testes para encontrar os melhores hiperparâmetros. Assim, apenas o critério de
escolha da árvore pôde ser ajustado, definido como Criterion = Entropy.

4.7.2

PRISM

Para a aplicação deste algoritmo, o conjunto de dados foi dividido em treinamento e teste. Durante o treinamento, foram calculadas as probabilidades condicionais das variáveis preditoras
em relação à variável alvo (ROUND), o que resultou em uma tabela de probabilidades. A partir desta tabela, a regra com a maior probabilidade foi selecionada, e o conjunto de dados foi
atualizado, removendo os exemplos que se encaixavam nesta regra. Este processo foi repetido
até que não restassem mais exemplos, resultando em um conjunto de regras.

4.7.3

Regressão Logística

Para o algoritmo de regressão logística, os seguintes hiperparâmetros foram ajustados por
meio da técnica de gridSearch: max_iter = ?, penalty = ? e solver = ?.

4.7.4

Máquina de Vetores de Suporte

Para o algoritmo de Máquinas de Vetores de Suporte (SVM), os seguintes hiperparâmetros
foram ajustados utilizando a técnica de gridSearch: C = ?, gamma = ? e kernel = ?.
1

Atributos que foram descobertos através do GridSearch

Capítulo 4. Abordagem Proposta

4.8

52

Métricas de Avaliação

A métrica de acurácia foi selecionada como medida de comparação entre os algoritmos, visando avaliar o desempenho de cada um de acordo com os parâmetros de entrada utilizados
em cada tipo de seleção de características. Para entender melhor a métrica que será utilizada,
deve-se entender primeiro alguns conceitos. Na Tabela 4.2 pode-se observar uma matriz de
confusão, na qual é possível indicar os erros e acertos do modelo de aprendizagem de máquina, comparando assim com os resultados esperados.

Positivo - Real
Negativo - Real

Positivo - Detectado
Verdadeiro Positivo (VP)
Falso Positivo (FP)

Negativo - Detectado
Falso Negativo (FN)
Verdadeiro Positivo (VN)

Tabela 4.2: Matriz de Correlação
A partir da matriz na Tabela 4.2, é possível calcular diferentes métricas de avaliação para
os modelos de aprendizagem de máquina.
Métrica
Acurácia
Precisão
Recall
F1-Score

Fórmula
𝑉 𝑃+𝑉 𝑁
𝑉 𝑃+𝑉 𝑁 +𝐹 𝑃+𝐹 𝑁
𝑉𝑃
𝑉 𝑃+𝐹 𝑃
𝑉𝑃
𝑉 𝑃+𝐹 𝑁
2∗𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑠𝑎𝑜∗𝑟𝑒𝑐𝑎𝑙𝑙
𝑝𝑟𝑒𝑐𝑖𝑠𝑎𝑜+𝑟𝑒𝑐𝑎𝑙𝑙

Tabela 4.3: Fórmulas das Métricas utilizadas
Na Tabela 4.3, observa-se a composição matemática das fórmulas utilizadas para mensurar
os modelos de aprendizagem de máquina. Contudo, neste estudo, será considerada apenas a
fórmula da acurácia como métrica principal para avaliação dos modelos aplicados ao conjunto
de dados. Apesar disso, as matrizes de confusão, que fornecem uma visão mais detalhada do
desempenho dos modelos, serão disponibilizadas no apêndice A para consulta.

4.9

Método Aplicado

O método aplicado neste trabalho pode ser dividido em etapas, que consistem em:
• 1ª - Aplicar os dados pré-processados em modelos de aprendizado de máquina;
• 2ª - Aplicar os dados pré-processados em técnicas de seleção de atributos;

Capítulo 4. Abordagem Proposta

53

• 3ª - Aplicar as características extraídas na 2ª etapa em modelos de aprendizado de máquina;
Após o pré-processamento dos dados, restaram 53 atributos. Em seguida, foi realizado
um teste experimental com o intuito de avaliar o desempenho dos modelos de classificação
utilizando essa quantidade de atributos. Esse teste também serviu como base comparativa para
análises posteriores do desempenho após a aplicação de técnicas de seleção de características.
Esse processo corresponde à 1ª etapa.
Na 2ª etapa, os mesmos 53 atributos foram aplicados às técnicas de seleção mencionadas na
Seção 4.5, utilizando 4 métodos distintos. O objetivo dessa etapa foi realizar uma análise dos
resultados obtidos, tanto em relação à quantidade quanto à qualidade desses atributos, quando
utilizados como entrada para os modelos de classificação.
Feita a seleção das características, elas foram utilizadas como entrada para os modelos de
classificação mencionados na Seção 4.7. Ao final desta etapa, foram obtidos os resultados para
serem utilizados como comparativo com as outras etapas que também envolveram algoritmos
de classificação.

4.10

Ambiente de Teste

O ambiente de teste utilizado para fazer as execuções foi o Google Computer Engine – Google
Colab 2 , bem como um Notebook Dell Inspiron.
O Google Colab, possui as seguintes configurações:
• RAM: aproximadamente 13 GB;
• HD: aproximadamente 108 GB;
Enquanto o Dell Inspiron, é composto pelas seguintes configurações:
• Sistema Operacional: Windows 11, 64 bits
• Processador: Intel(R) Core(TM) i7-8550U CPU @ 1.80GHz;
• RAM: 16 GB;
• SSD: 1 TB;
2

https://colab.research.google.com

Capítulo 4. Abordagem Proposta

54

Para construir e executar os algoritmos foi utilizado o Python 3, e também algumas bibliotecas, como:
• Scikit-learn versão 1.2.2 para construção dos modelos de machine learning (KRAMER;
KRAMER, 2016);
• Chefboost versão 0.0.17 para construção de modelos de machine learning (SERENGIL,
2021);
• Pandas versão 2.0.2 para manipulação dos Data Sets;
• Numpy versão 1.25.0 para manipular operações em arrays multidimensionais.

4.11

Considerações Finais do Capítulo

Neste capítulo, detalhamos a abordagem prática proposta, explicando cada etapa do processo
de predição e de explicação do modelo. Desde a descrição dos dados e o pré-processamento até
a seleção de características e a aplicação dos modelos, cada fase foi planejada para equilibrar
a precisão preditiva com a interpretabilidade dos resultados.
No Capítulo 5, serão apresentados e discutidos os resultados obtidos a partir dessa abordagem. As análises serão organizadas em torno das perguntas de pesquisa, proporcionando uma
visão estruturada sobre o impacto de cada método e técnica na qualidade e interpretabilidade
das previsões. Essa estrutura permitirá avaliar o desempenho e a relevância das características
selecionadas, oferecendo uma compreensão crítica dos resultados alcançados.

55

Capítulo 5
Resultados e Discussão da Abordagem
Este capítulo será dividido de acordo com as perguntas de pesquisa estabelecidas na Seção
1.3. Assim, será subdividido em subseções para auxiliar na visualização e compreensão dos
resultados apresentados.

5.1

RQ1 - Como melhorar o processo de otimização de seleção de atributos, identificando os atributos mais relevantes?

A seguir, será possível visualizar os resultados obtidos com a aplicação das técnicas de extração
de características mencionadas na Seção 4.5. Na Tabela 5.1, será possível verificar a técnica
utilizada e o número total de características restantes após a aplicação.
Técnica de Seleção
AG - Puro
AG - CART
Wrapper
Filter
AG - SVM
Embedded

Total de Atributos
5
6
16
20
34
46

Tabela 5.1: Método de Seleção de Características pelo Total de Atributos
Na Tabela 5.1, é possível observar que o número de características selecionadas pelos algoritmos resultou em valores distintos. O Algoritmo Genético (puro) obteve o menor número

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

56

de características relevantes, representando o conjunto de dados de 65 atributos com apenas 5
características, o que representa uma redução superior à 90% do dataset original.
Técnicas
AG - Puro
AG - CART
Wrapper

Filter

AG - SVM

Embedded

Atributos Selecionados
TS_per, ORB_per, DRB_per, FTA, FT_per
dbpm, adrtg, ogbpm, TPM, stops, treb
DRB_per, FT_per, twoP_per,
TP_per, stl_per, pfr, ast/tov, dporpag, obpm,
dbpm, gbpm, mp, ogbpm, dreb, treb, stl
dporpag, stops, twoPM, twoPA,
pts, FTM, FTA, dreb, treb, bpm, mp, Min_per,
rimmade, midmade+midmiss, rimmade+rimmiss,
midmade, gbpm, ogbpm, adjoe, obpm
eFG, TPM, DRB_per, TS_per,
dunksmade, dbpm, blk_per, pfr, twoPA,
TP_per, drtg, usg, dunksmade/(dunksmade+dunksmiss),
ORB_per, dunksmiss+dunksmade, Min_per,
gbpm, FTM, ast, oreb, obpm, TO_per, twoP_per,
midmade+midmiss, dporpag, AST_per, stl_per, rimmade/(rimmade+rimmiss),
stl, GP, adrtg, rimmade+rimmiss, pid, midmade/(midmade+midmiss)
dporpag, gbpm, adjoe, midmade/(midmade+midmiss),
adrtg, AST_per, ast/tov, rimmade+rimmiss, pid,
ORB_per, dunksmade, ast, stl_per, pts, midmade,
stl, FTA, TP_per, oreb, Ortg, GP, twoPA, dunksmiss+dunksmade,
rimmade/(rimmade+rimmiss), dgbpm, Min_per, TPA, twoPM,
usg, FTM, mp, treb, stops, twoP_per, drtg, blk,
obpm, dbpm, eFG, DRB_per, pfr, TO_per,
bpm, TS_per, rimmade, ogbpm
Tabela 5.2: Características selecionadas pelas técnicas

Na Tabela 5.2, é possível visualizar as características que foram selecionadas por cada método, e através disso pode-se observar que cada técnica resultou em uma saída distinta, a qual
melhor representa os dados. Com base nisso, é possível concluir que:
Existem algumas características que são comuns entre os métodos, como observado abaixo:
1) Entre os métodos Wrapper, Filter e Embedding, as características que se repetiram nos
três foram: dporpag, gbpm, mp, obpm, ogbpm e treb;
2) Entre os métodos Algoritmo Genético com Árvore de Decisão CART e SVM, as características que se cruzaram foram: TPM, adrtg e dbpm;

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

57

3) Entre os métodos Algoritmo Genético (puro) e AG com SVM, as características que se
repetiram em ambos foram: TS_per, ORB_per, DRB_per;
4) Em relação às características comuns entre os métodos Wrapper, Filter, Embedding e Algoritmo Genético com Árvore de Decisão CART, apenas duas características apareceram
em todos os quatro métodos: ogbpm e treb;
5) Nos métodos Wrapper, Embedding, Algoritmo Genético com Árvore de Decisão CART e
SVM, apenas uma característica foi comum: dbpm;
6) Entre os 3 métodos de seleção de atributos que utilizaram o Algoritmo Genético, não
houve resultado comum.
7) Entre os seis métodos de seleção de atributos, não houve resultado comum.
Embora nenhuma característica tenha se repetido em todos os modelos, é possível observar que algumas delas são consideradas mais relevantes em quatro dos modelos, incluindo os
seguintes atributos:
• Defensive Box Plus Minus – DBPM, representa a diferença entre os pontos que a equipe
permite com o jogador em quadra e fora dela.
• Total Rebound Percent – TREB, estima a porcentagem de rebotes que um jogador teve
enquanto estava em quadra.
• Offensive Game Box Plus Minus – OGBPM, representa o impacto ofensivo de um atleta
com base em uma fórmula derivada de outros atributos: (Pontos + 0,2 x Assistências +
0,7 x Rebotes Ofensivos - 0,7 x Tentativas de Arremesso) / Minutos Jogados.

5.2

RQ2 - Qual o Impacto da etapa de seleção de atributos
nos modelos preditivos?

Para responder à essa pergunta de pesquisa, foi considerada a execução dos algoritmos da Seção 4.7 com os dados originais após o pré-processamento, que envolveu a remoção de dados
ruidosos. E também, os dados após passarem pelos métodos de seleção de atributos tradicionais. Os algoritmos foram executados com os atributos listados na Tabela 5.2 para cada técnica

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

58

utilizada, não considerando ainda a utlização do Algoritmo Genético, ele será explorado em
uma outra pergunta de pesquisa.
Resultados com todos os atributos
Modelos

Acurácia

Cart

75,00%

C5.0

74,14%

C4.5

77,65%

PRISM

58,62%

Regressão Logística

73,83%

SVM

58,87%

Tabela 5.3: Resultado da predição sem seleção de atributos (Autor, 2024)

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

59

Resultados com todos os métodos tradicionais de seleção de atributos
Método de
Seleção

Wrapper

Filter

Embedded

Modelos

Acurácia

Cart

70,71%

C5.0

74,76%

C4.5

76,90%

PRISM

56,09%

Regressão Logística

76,01%

SVM

74,14%

Cart

78,81%

C5.0

77,25%

C4.5

77,65%

PRISM

55,66%

Regressão Logística

76,63%

SVM

78,19%

Cart

73,20%

C5.0

73,20%

C4.5

77,65%

PRISM

58,03%

Regressão Logística

73,83%

SVM

58,87%

Tabela 5.4: Resultado da predição com métodos de seleção de atributos tradicionais, (Autor,
2024)

5.3

RQ3 - Quais são as vantagens e desvantagens dos modelos com e sem o uso de algoritmos genéticos?

Esta pergunta de pesquisa busca avaliar as vantagens e desvantagens dos algoritmos de classificação ao serem combinados ou não com algoritmos genéticos para a seleção de atributos.
Para isso, foram considerados os algoritmos mencionados na Seção 4.7, utilizando os atributos
de saída gerados pelos algoritmos genéticos listados na Tabela 5.2.

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

60

Serão examinadas três variações do Algoritmo Genético, cada uma com uma função de aptidão específica. Os resultados dos preditores serão obtidos utilizando os atributos selecionados
pelo melhor indivíduo de cada população. Essa abordagem permitirá uma análise comparativa das vantagens e desvantagens dos algoritmos com e sem o uso de algoritmos genéticos na
seleção de atributos.
Resultados gerados na seleção de atributos com Algoritmo Genético
Método de Seleção

Algoritmo Genético com CART

Algoritmo Genético com SVM

Algoritmo Genético

Modelos

Acurácia

Cart

73,52%

C5.0

73,20%

C4.5

75,22%

PRISM

53,14%

Regressão Logística

73,20%

SVM

72,58%

Cart

80,00%

C5.0

72,00%

C4.5

77,03%

PRISM

59,65%

Regressão Logística

76,01%

SVM

59,87%

Cart

67,60%

C5.0

67,60%

C4.5

XX

PRISM

60,65%

Regressão Logística

67,00%

SVM

67,28%

Tabela 5.5: Resultado da predição com metodós de seleção de atributos tradicionais, (Autor,
2024)
É póssivel observar na Tabela 5.5 que os Algoritmo Genético com a função de aptidão
CART e SVM geraram os melhores subconjunto de atributos, apresentando ganhos em relação
aos métodos de seleção tradicionais e à ausência de métodos de seleção. Quando se fala em
vantagens da utilização do AG, fica evidente que a primeira vantagem está relacionada ao
aumento na métrica de acurácia. Ao comparar com as Tabelas 5.4 e 5.3, é notável que houve

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

61

um ganho nas métricas. Por exemplo, a Árvore de Decisão do tipo CART apresentou uma
acurácia inicial de 75%. Em contraste, nos métodos de seleção tradicionais, a acurácia variou
entre 70% e 78%. Com a utilização dos atributos gerados pelo AG, foi possível alcançar uma
margem de 80%.
Outra vantagem evidente na utilização do AG está relacionada à geração do conjunto mínimo de atributos. Na Tabela 5.2, pode-se notar que o AG puro e o AG com a Árvore de Decisão
do tipo CART, na função de aptidão, geraram os dois menores subconjuntos de atributos. No
entanto, esses atributos ao serem submetidos aos algoritmos classificadores, produziram resultados satisfatórios, embora não tenham superado os resultados obtidos pelo AG com SVM
na função de aptidão.
A desvantagem encontrada na utilização do AG está relacionada ao custo computacional e
ao tempo de resposta. Dependendo da quantidade dos atributos de entrada, o algoritmo pode
demandar uma quantidade significativa de recursos computacionais, resultando em tempos de
execução mais longos. Esse aumento no tempo de processamento pode tornar o uso de AGs
menos viável em situações em que a rapidez de resposta é crucial.

5.4

RQ4 - De que forma as explicações geradas por modelos de aprendizado de máquina caixa branca contribuem para entender os fatores determinantes na previsão do sucesso de jogadores universitários no draft
da NBA?

A interpretabilidade dos modelos de machine learning é essencial em diversas áreas, inclusive
na análise esportiva, onde transparência e compreensão das decisões são fundamentais. O uso
de modelos interpretáveis, como PRISM e Árvores de Decisão, visa identificar e compreender
os fatores mais relevantes para o sucesso de jogadores universitários de basquete na transição
para a NBA. A seguir, detalhamos como essas técnicas fornecem insights sobre os atributos
mais influentes, facilitando a tomada de decisão e aumentando a confiança nas previsões geradas.

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

62

Figura 5.1: Regra gerada via PRISM

5.4.1

PRISM

Na Figura 5.1, é possível observar uma das regras geradas pelo algoritmo PRISM. Esta regra
estabelece que, se o valor de TS_per de um determinado ponto de dados for exatamente 51,15,
então, com base no conjunto de treinamento, esse ponto de dados pertence à primeira rodada
do draft (ROUND = 1). Assim, o PRISM permite que identifiquemos condições específicas sob
as quais jogadores têm maior probabilidade de serem selecionados em rodadas iniciais, o que
contribui para uma análise mais detalhada dos fatores críticos no processo de seleção.

5.4.2

Árvore de Decisão

Na Figura 5.2, apresentamos uma saída gerada pela Árvore de Decisão - CART, usando um
conjunto específico de atributos de entrada. Essa árvore utiliza as variáveis TS_per, FTA e
FT_per para classificar as amostras, facilitando a compreensão de como cada variável influencia na classificação dos jogadores. A seguir, destacam-se alguns pontos importantes para
análise, que indicam como cada divisão reflete a probabilidade de um jogador ser selecionado
para a NBA com base em suas características de desempenho:
1. Primeira Divisão:
• TS_per <= 30.335: Divide as amostras em dois grupos. Se TS_per é menor ou
igual a 30.335, todas as 84 amostras são da classe 0 (à esquerda).
• Se TS_per é maior que 30.335, a árvore faz uma nova divisão com base em FTA.
2. Segunda Divisão (Para TS_per > 30.335):

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

63

• FTA <= 239.691: Divide novamente as amostras. Se FTA é menor ou igual a
239.691, há outra divisão com base em FTA.
3. Terceira Divisão (Para FTA <= 239.691):
• FTA <= 100.533: Se FTA é menor ou igual a 100.533, a maioria das amostras são
da classe 0.
• Se FTA é maior que 100.533, as amostras se dividem mais entre as classes, com
predominância da classe 1.
4. Divisão Final (Para FTA > 239.691):
• FT_per <= 0.619: Se FT_per é menor ou igual a 0.619, a maioria das amostras são
da classe 1.
• Se FT_per é maior que 0.619, ainda há predominância da classe 1, mas com alguma
diversidade.

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

64

Figura 5.2: Árvore de Decisão - CART
A Árvore de Decisão revela como as variáveis TS_per, FTA e FT_per influenciam na
classificação das amostras. Cada nó representa uma decisão baseada em um valor específico
de uma variável, e cada folha final (nó terminal) mostra a classe predominante e a distribuição
das amostras nesse grupo. Este tipo de visualização é útil para entender a lógica de decisão
do modelo e identificar quais atributos são mais importantes para a classificação, auxiliando
diretamente no entendimento de quais fatores impactam a transição dos jogadores para a NBA.

5.4.3

Análise de Interpretabilidade

Ao avaliar a interpretabilidade das técnicas empregadas, alguns aspectos se destacam em relação ao contexto deste estudo:
• Transparência:
– Algoritmos de Regras: Oferecem transparência com regras simples e diretas,
como as que explicam o papel de variáveis como TS_per para a seleção dos jo-

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

65

gadores. No entanto, podem tornar-se complexos com muitos atributos, o que dificultaria a análise de fatores específicos para o draft.
– Árvores de Decisão: Proporcionam uma estrutura hierárquica clara das decisões,
facilitando tanto a interpretação global quanto a local, o que é útil para o entendimento da importância de variáveis como FTA e FT_per.
• Complexidade:
– Algoritmos de Regras: Podem gerar muitas regras, especialmente em conjuntos
de dados complexos, dificultando a compreensão, sobretudo quando o objetivo é
identificar as variáveis-chave que influenciam o sucesso na transição para a liga
profissional.
– Árvores de Decisão: A complexidade pode ser controlada por técnicas de poda,
mantendo a interpretabilidade, o que torna essa abordagem vantajosa ao estudar
tendências de sucesso com um número controlado de variáveis relevantes.
• Flexibilidade:
– Algoritmos de Regras: Permitem a adição ou remoção modular de regras, mas
a interação entre regras pode ser complexa. Esse aspecto pode limitar sua aplicabilidade no contexto do basquete, onde variáveis inter-relacionadas desempenham
papéis significativos.
– Árvores de Decisão: Menos flexíveis na modificação de uma única condição, pois
cada nó está interligado hierarquicamente, mas, ao mesmo tempo, essa hierarquia
permite uma visualização mais intuitiva dos principais fatores.
Ambos os métodos têm suas vantagens e desvantagens em termos de interpretabilidade.
Algoritmos de regras, como o PRISM, são simples e modulares, mas podem tornar-se complexos com muitos dados. Árvores de Decisão são visivelmente claras e hierárquicas, mas podem
sofrer de overfitting e sensibilidade aos dados.

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

5.5

66

RQ5 - Quais são as características fornecidas pela explicabilidade em modelos preditivos caixa branca?

Para facilitar a interpretação global no SHAP, foi selecionado o gráfico beeswarm, que permite identificar padrões e tendências nas contribuições das características para as previsões
do modelo. Por exemplo, se um ponto aparece consistentemente à direita (ou à esquerda) do
gráfico, isso pode sugerir que a característica correspondente tem um impacto positivo (ou
negativo) nas previsões. Além disso, a densidade dos pontos em diferentes regiões do gráfico
pode revelar a importância relativa das características em várias faixas de valores SHAP.
Duas subseções foram definidas para analisar a interpretabilidade dos modelos. A primeira,
referenciada em 5.5.1, foca nos atributos que não utilizaram o Algoritomo Génetico na etapa
de seleção. Enquanto que a subseção, 5.5.2 será dedicada à avaliação de modelos que estão
utilizando os atributos gerados pelo Algoritmo Genético.

5.5.1

Explicabilidade de Modelos - Com atributos selecionados sem
Algoritmo Genético

Nesta subseção, discutiremos o modelo que apresentou os melhores resultados utilizando os
atributos gerados por meio de técnicas de seleção de atributos que não utilizaram algoritmos
genéticos. O algoritmo a ser analisado é a Árvore de Decisão do tipo CART, que obteve o
melhor desempenho em comparação com os demais, alcançando uma acurácia superior a 78%.
Esse modelo alcançou tal desempenho com os atributos selecionados pelo método filter.
A Figura 5.3 apresentada é um gráfico de dispersão do tipo beeswarm, gerado pela ferramenta SHAP, que ilustra a importância dos atributos utilizados no modelo CART. Cada ponto
no gráfico representa a influência de um atributo específico na predição do modelo, enquanto
a cor indica o valor do atributo (vermelho para valores altos e azul para valores baixos). Podemos observar que os atributos dporpag e bpm possuem uma influência significativa, uma vez
que apresentam uma distribuição mais dispersa de valores SHAP, indicando que são preditores
importantes no modelo. Essa análise reforça a eficácia da seleção de atributos realizada pelo
método filter, evidenciando os fatores que tendem a influenciar o desempenho do modelo.

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

67

Figura 5.3: Gráfico Beeswarm gerado com a ferramenta SHAP, utilizando o modelo CART e os
atributos selecionados pelo método Filter (Autor, 2024).

5.5.2

Explicabilidade de Modelos - Com atributos selecionados via Algoritmo Genético

O modelo que apresentou o melhor desempenho, alcançando uma acurácia de 80%, foi a Árvore
de Decisão do tipo CART. Este resultado foi obtido ao utilizar conjuntos de atributos gerados
por meio de um Algoritmo Genético na etapa de seleção. O sucesso desse modelo pode ser
atribuído à combinação do SVM com o Algoritmo Genético para a otimização da função de
fitness.
A Figura 5.4 também mostra um gráfico de dispersão do tipo beeswarm. Neste gráfico,
observa-se que os atributos com maior influência e dispersão são dporparg, FTM e twoPA.
Em comparação com a Figura 5.3, apenas o atributo dporparg aparece em ambos os gráficos.
Isso demonstra que, ao utilizar o mesmo classificador com diferentes conjuntos de atributos,
os resultados podem variar. Essa variação só pode ser compreendida por meio de ferramentas
de explicabilidade.

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

68

Figura 5.4: Gráfico Beeswarm gerado com a ferramenta SHAP, utilizando o modelo CART e os
atributos selecionados pelo método AG - SVM (Autor, 2024).

5.5.3

Análise Estatística

Para avaliar a significância estatística dos resultados obtidos, foi gerada uma amostra com
30 execuções de cada algoritmo, considerando todas as combinações de atributos discutidas

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

69

anteriormente. O objetivo foi verificar se as diferenças observadas entre os métodos de seleção
de características e os modelos eram estatisticamente significativas. No entanto, vale destacar
que o único algoritmo para o qual não foi possível gerar as 30 amostras foi o C4.5, devido à
descontinuidade do suporte da biblioteca utilizada.
Para realizar essa análise, foi executado o teste de Friedman (FRIEDMAN, 1937), um teste
não paramétrico que avalia se há diferenças nas medianas das acurácias entre as diferentes
combinações de modelos de aprendizagem de máquina e subconjuntos de atributos. Os resultados indicaram diferenças estatisticamente significativas, conforme ilustrado na Figura 5.5.
Para uma análise mais detalhada dessas diferenças, foi aplicado o teste post-hoc de Nemenyi
(NEMENYI, 1963), que realiza comparações múltiplas entre os pares de métodos, corrigindo
o erro tipo I associado às múltiplas comparações, ou seja, controlando o risco de identificar
diferenças significativas por acaso.

Figura 5.5: Distribuição dos Scores de Teste por Subconjunto de Features e Modelo (Autor,
2024)
O teste de Nemenyi revelou quais combinações apresentaram diferenças significativas entre si, como mostrado na Figura 5.6. Esses resultados forneceram insights valiosos sobre as
abordagens que geraram os melhores desempenhos. Por exemplo, observou-se que o subconjunto de atributos gerados pelo método AG_Puro teve um desempenho superior aos outros,
enquanto que, entre os subconjuntos de atributos AG_SVM, Embedded e All_Features, não
foram encontradas diferenças significativas.

Capítulo 5. Resultados e Discussão da Abordagem

70

Figura 5.6: Teste de Nemenyi (Autor, 2024)
Esses testes estatísticos confirmaram a existência de variações significativas nos resultados,
fornecendo uma base sólida para a discussão sobre as melhores práticas na seleção de características e na aplicação de modelos de aprendizado de máquina, especialmente no contexto do
basquete universitário americano.

5.6

Considerações Finais do Capítulo

Neste capítulo, discutimos os resultados obtidos com a aplicação da abordagem proposta, explorando o impacto das diferentes técnicas de seleção de características e o desempenho dos
modelos preditivos. A análise permitiu uma compreensão aprofundada de como cada método
contribui para a precisão e interpretabilidade das previsões, respondendo às perguntas de pesquisa estabelecidas.
No Capítulo 6, serão apresentadas as conclusões finais do estudo. Esse capítulo oferece
uma síntese do trabalho realizado, discute as principais contribuições e limitações da pesquisa,
e propõe direções para futuros trabalhos. Essas reflexões fornecem uma visão consolidada dos
avanços obtidos e dos caminhos a serem explorados na área.

71

Capítulo 6
Conclusão
Neste capítulo, estão apresentadas as conclusões desta pesquisa, incluindo uma síntese do que
foi realizado e uma sumarização das principais contribuições e limitações, assim como uma
sugestão para trabalhos futuros próximos.

6.1

Conclusões da Pesquisa

Neste trabalho, diferentes métodos de seleção de atributos foram executados com o objetivo
de otimizar o desempenho dos classificadores. Para tal, utilizamos métodos tradicionais, como
Wrapper, Filter e Embedded, bem como uma solução menos convencional adotada pelos pesquisadores: a utilização de Algoritmo Genético. Os resultados demonstraram que o Algoritmo
Genético não apenas reduziu o número de atributos necessários, mas também melhorou o
desempenho dos classificadores. Observou-se que os modelos que utilizaram os atributos selecionados pelo Algoritmo Genético obtiveram desempenho superior em comparação com os
modelos que utilizaram os atributos sem nenhum método de seleção ou com aqueles que empregaram métodos de seleção já consolidados na literatura. Portanto, este trabalho destaca
a relevância dessa abordagem para melhorar o desempenho dos modelos de aprendizado de
máquina e mitigar o problema da dimensionalidade.
Além disso, conseguimos demonstrar a importância da seleção de características no domínio dos esportes. A partir de um total de 65 variáveis, identificou-se que 5 delas representam
adequadamente os dados, resultando em uma redução superior a 90% na dimensionalidade.
Essas características são essenciais para prever a tendência de um jogador da liga universitária de basquete para a liga profissional. No contexto dos esportes, em que grandes quantidades

Capítulo 6. Conclusão

72

de dados são coletados e analisados, a seleção de características desempenha um papel crucial
na eficiência dos modelos preditivos.
Adicionalmente, enfatiza-se a importância da explicabilidade dos modelos de aprendizado
de máquina, especialmente em áreas nas quais a transparência e a compreensão das decisões
são fundamentais, como medicina, finanças e esportes. Foram implementados modelos que
permitem a interpretação dos resultados, utilizando técnicas como PRISM e Árvore de Decisão,
que geram regras e estruturas de fácil compreensão.
Outrossim, foram empregadas ferramentas de explicabilidade, como o SHAP, que possibilitaram uma análise detalhada da importância e influência dos atributos selecionados nos
modelos preditivos. Os gráficos beeswarm gerados pelo SHAP, por exemplo, evidenciaram
quais atributos tiveram maior impacto nas previsões, além de mostrar como esses impactos
variaram conforme o conjunto de atributos considerado. A inclusão de métodos explicáveis,
como PRISM e Árvores de Decisão, juntamente com técnicas de análise, reforça a importância
de não apenas buscar alta acurácia, mas também de compreender como e por que os modelos
tomam determinadas decisões. Dessa forma, este trabalho contribui para o avanço do conhecimento na intersecção entre seleção de atributos e explicabilidade de modelos, oferecendo
insights valiosos para a construção de sistemas de aprendizado de máquina mais transparentes
e eficazes.

6.2

Limitações e Trabalhos Futuros

Durante o desenvolvimento deste trabalho, enfrentamos algumas dificuldades que impactaram
os resultados finais. Uma das principais limitações foi a indisponibilidade do algoritmo C4.5.
Como indicado na Tabela 5.5, é possível visualizar a presença de "XX" na coluna de resultados, não sendo possível obter os valores esperados, pois a biblioteca correspondente perdeu
suporte e não estava mais disponível até a data de conclusão deste estudo. Adicionalmente,
encontramos dificuldades na integração da ferramenta SHAP com certas bibliotecas de aprendizado de máquina, uma vez que nem todos os algoritmos possuem suporte completo para essa
integração até o presente momento.
Além disso, a ausência de um especialista na área de análise de desempenho esportivo
representou um desafio considerável. Essa lacuna dificultou uma avaliação mais detalhada das

Capítulo 6. Conclusão

73

variáveis relevantes para a predição de sucesso de jogadores, o que poderia ter agregado maior
assertividade na seleção de características e na interpretação dos resultados finais.
Com base nas limitações observadas e nos resultados desta pesquisa, diversas oportunidades para trabalhos futuros podem ser identificadas. Em primeiro lugar, recomenda-se a
ampliação do conjunto de dados, incorporando variáveis adicionais ou explorando outras fontes que possam enriquecer a análise e possibilitar uma maior generalização dos resultados.
Além disso, sugere-se a extensão da arquitetura proposta a outros domínios, como educação e
finanças.

74

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79

Apêndice A
Primeiro Apêndice

Resultado GridSearch
[

{

},
{

},
{

"Model": "rl",
"Features": [
"dbpm",
"adrtg",
"ogbpm",
"TPM",
"stops",
"treb"
],
"Best Parameters": {
"max_iter": 500,
"penalty": "l2",
"solver": "lbfgs"
},
"Features SubSet Name": "GA_CART",
"Best CV Score": 0.9906594197370187,
"Test Score": 0.9906980319803198
"Model": "rl",
"Features": [
"TS_per",
"ORB_per",
"DRB_per",
"FTA",
"FT_per"
],
"Best Parameters": {
"max_iter": 200,
"penalty": "l2",
"solver": "lbfgs"
},
"Features SubSet Name": "GA_Entropy",
"Best CV Score": 0.9906594141966089,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "rl",
"Features": [
"eFG",
"Min_per",
"twoPA",
1

"TPM",
"DRB_per",
"TS_per",
"dunksmade",
"dbpm",
"blk_per",
"pfr",
"twoPA",
"TP_per",
"drtg",
"usg",
"dunksmade/(dunksmade+dunksmiss)",
"ORB_per",
"dunksmiss+dunksmade",
"Min_per",
"gbpm",
"FTM",
"ast",
"oreb",
"obpm",
"TO_per",
"twoP_per",
"midmade+midmiss",
"dporpag",
"AST_per",
"stl_per",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"stl",
"GP",
"adrtg",
"rimmade+rimmiss",
"pid",
"midmade/(midmade+midmiss)"

},
{

],
"Best Parameters": {
"max_iter": 100,
"penalty": "l2",
"solver": "newton-cholesky"
},
"Features SubSet Name": "GA_SVM",
"Best CV Score": 0.9913705368514713,
"Test Score": 0.9920049200492005
"Model": "rl",
"Features": [
2

"DRB_per",
"FT_per",
"twoP_per",
"TP_per",
"stl_per",
"pfr",
"ast/tov",
"dporpag",
"obpm",
"dbpm",
"gbpm",
"mp",
"ogbpm",
"dreb",
"treb",
"stl"

},
{

],
"Best Parameters": {
"max_iter": 100,
"penalty": "l1",
"solver": "liblinear"
},
"Features SubSet Name": "Wrapper",
"Best CV Score": 0.9908131716442353,
"Test Score": 0.9911592865928659
"Model": "rl",
"Features": [
"dporpag",
"stops",
"twoPM",
"twoPA",
"pts",
"FTM",
"FTA",
"dreb",
"treb",
"bpm",
"mp",
"Min_per",
"rimmade",
"midmade+midmiss",
"rimmade+rimmiss",
"midmade",
"gbpm",
3

"ogbpm",
"adjoe",
"obpm"

},
{

],
"Best Parameters": {
"max_iter": 100,
"penalty": "l2",
"solver": "newton-cholesky"
},
"Features SubSet Name": "Filter",
"Best CV Score": 0.9910053610665555,
"Test Score": 0.9919280442804428
"Model": "rl",
"Features": [
"dporpag",
"gbpm",
"adjoe",
"midmade/(midmade+midmiss)",
"adrtg",
"AST_per",
"ast/tov",
"rimmade+rimmiss",
"pid",
"ORB_per",
"dunksmade",
"ast",
"stl_per",
"pts",
"midmade",
"stl",
"FTA",
"TP_per",
"oreb",
"Ortg",
"GP",
"twoPA",
"dunksmiss+dunksmade",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"dgbpm",
"Min_per",
"TPA",
"twoPM",
"usg",
"FTM",
4

"mp",
"treb",
"stops",
"twoP_per",
"drtg",
"blk",
"obpm",
"dbpm",
"eFG",
"DRB_per",
"pfr",
"TO_per",
"bpm",
"TS_per",
"rimmade",
"ogbpm"

},

],
"Best Parameters": {
"max_iter": 100,
"penalty": "l2",
"solver": "newton-cholesky"
},
"Features SubSet Name": "Embedded",
"Best CV Score": 0.9914858530903878,
"Test Score": 0.9919280442804428
{
"Model": "rl",
"Features": [
"GP",
"Min_per",
"Ortg",
"usg",
"eFG",
"TS_per",
"ORB_per",
"DRB_per",
"AST_per",
"TO_per",
"FTM",
"FTA",
"FT_per",
"twoPM",
"twoPA",
"twoP_per",
"TPM",
5

"TPA",
"TP_per",
"blk_per",
"stl_per",
"ftr",
"adjoe",
"pfr",
"pid",
"ast/tov",
"rimmade",
"rimmade+rimmiss",
"midmade",
"midmade+midmiss",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"midmade/(midmade+midmiss)",
"dunksmade",
"dunksmiss+dunksmade",
"dunksmade/(dunksmade+dunksmiss)",
"drtg",
"adrtg",
"dporpag",
"stops",
"bpm",
"obpm",
"dbpm",
"gbpm",
"mp",
"ogbpm",
"dgbpm",
"oreb",
"dreb",
"treb",
"ast",
"stl",
"blk",
"pts"

},

],
"Best Parameters": {
"max_iter": 100,
"penalty": "l1",
"solver": "liblinear"
},
"Features SubSet Name": "All_Features",
"Best CV Score": 0.9914089725197714,
"Test Score": 0.9916974169741697

6

{

},
{

},
{

"Model": "Cart",
"Features": [
"dbpm",
"adrtg",
"ogbpm",
"TPM",
"stops",
"treb"
],
"Best Parameters": {
"max_depth": 5,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "GA_CART",
"Best CV Score": 0.9908131790314482,
"Test Score": 0.9910824108241082
"Model": "Cart",
"Features": [
"TS_per",
"ORB_per",
"DRB_per",
"FTA",
"FT_per"
],
"Best Parameters": {
"max_depth": 3,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "GA_Entropy",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "Cart",
"Features": [
"eFG",
"Min_per",
7

"twoPA",
"TPM",
"DRB_per",
"TS_per",
"dunksmade",
"dbpm",
"blk_per",
"pfr",
"twoPA",
"TP_per",
"drtg",
"usg",
"dunksmade/(dunksmade+dunksmiss)",
"ORB_per",
"dunksmiss+dunksmade",
"Min_per",
"gbpm",
"FTM",
"ast",
"oreb",
"obpm",
"TO_per",
"twoP_per",
"midmade+midmiss",
"dporpag",
"AST_per",
"stl_per",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"stl",
"GP",
"adrtg",
"rimmade+rimmiss",
"pid",
"midmade/(midmade+midmiss)"

},

],
"Best Parameters": {
"max_depth": 5,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "GA_SVM",
"Best CV Score": 0.9906594160434121,
"Test Score": 0.9919280442804428

8

{

},
{

"Model": "Cart",
"Features": [
"DRB_per",
"FT_per",
"twoP_per",
"TP_per",
"stl_per",
"pfr",
"ast/tov",
"dporpag",
"obpm",
"dbpm",
"gbpm",
"mp",
"ogbpm",
"dreb",
"treb",
"stl"
],
"Best Parameters": {
"max_depth": 3,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "Wrapper",
"Best CV Score": 0.9907362947672252,
"Test Score": 0.9909286592865929
"Model": "Cart",
"Features": [
"dporpag",
"stops",
"twoPM",
"twoPA",
"pts",
"FTM",
"FTA",
"dreb",
"treb",
"bpm",
"mp",
"Min_per",
9

"rimmade",
"midmade+midmiss",
"rimmade+rimmiss",
"midmade",
"gbpm",
"ogbpm",
"adjoe",
"obpm"

},
{

],
"Best Parameters": {
"max_depth": 4,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 2,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "best"
},
"Features SubSet Name": "Filter",
"Best CV Score": 0.9906017625409618,
"Test Score": 0.9906211562115621
"Model": "Cart",
"Features": [
"dporpag",
"gbpm",
"adjoe",
"midmade/(midmade+midmiss)",
"adrtg",
"AST_per",
"ast/tov",
"rimmade+rimmiss",
"pid",
"ORB_per",
"dunksmade",
"ast",
"stl_per",
"pts",
"midmade",
"stl",
"FTA",
"TP_per",
"oreb",
"Ortg",
"GP",
"twoPA",
"dunksmiss+dunksmade",
10

"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"dgbpm",
"Min_per",
"TPA",
"twoPM",
"usg",
"FTM",
"mp",
"treb",
"stops",
"twoP_per",
"drtg",
"blk",
"obpm",
"dbpm",
"eFG",
"DRB_per",
"pfr",
"TO_per",
"bpm",
"TS_per",
"rimmade",
"ogbpm"

},

],
"Best Parameters": {
"max_depth": 3,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "Embedded",
"Best CV Score": 0.9907555126013754,
"Test Score": 0.9904674046740467
{
"Model": "Cart",
"Features": [
"GP",
"Min_per",
"Ortg",
"usg",
"eFG",
"TS_per",
"ORB_per",
"DRB_per",
11

],

"AST_per",
"TO_per",
"FTM",
"FTA",
"FT_per",
"twoPM",
"twoPA",
"twoP_per",
"TPM",
"TPA",
"TP_per",
"blk_per",
"stl_per",
"ftr",
"adjoe",
"pfr",
"pid",
"ast/tov",
"rimmade",
"rimmade+rimmiss",
"midmade",
"midmade+midmiss",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"midmade/(midmade+midmiss)",
"dunksmade",
"dunksmiss+dunksmade",
"dunksmade/(dunksmade+dunksmiss)",
"drtg",
"adrtg",
"dporpag",
"stops",
"bpm",
"obpm",
"dbpm",
"gbpm",
"mp",
"ogbpm",
"dgbpm",
"oreb",
"dreb",
"treb",
"ast",
"stl",
"blk",
"pts"

12

},
{

},
{

"Best Parameters": {
"max_depth": 4,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 2,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "All_Features",
"Best CV Score": 0.9906786357243653,
"Test Score": 0.991389913899139
"Model": "C5.0",
"Features": [
"dbpm",
"adrtg",
"ogbpm",
"TPM",
"stops",
"treb"
],
"Best Parameters": {
"max_depth": 5,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 4,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "GA_CART",
"Best CV Score": 0.9908131716442352,
"Test Score": 0.9910824108241082
"Model": "C5.0",
"Features": [
"TS_per",
"ORB_per",
"DRB_per",
"FTA",
"FT_per"
],
"Best Parameters": {
"max_depth": 3,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
13

},
{

"splitter": "best"
},
"Features SubSet Name": "GA_Entropy",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "C5.0",
"Features": [
"eFG",
"Min_per",
"twoPA",
"TPM",
"DRB_per",
"TS_per",
"dunksmade",
"dbpm",
"blk_per",
"pfr",
"twoPA",
"TP_per",
"drtg",
"usg",
"dunksmade/(dunksmade+dunksmiss)",
"ORB_per",
"dunksmiss+dunksmade",
"Min_per",
"gbpm",
"FTM",
"ast",
"oreb",
"obpm",
"TO_per",
"twoP_per",
"midmade+midmiss",
"dporpag",
"AST_per",
"stl_per",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"stl",
"GP",
"adrtg",
"rimmade+rimmiss",
"pid",
"midmade/(midmade+midmiss)"
],
14

},
{

},
{

"Best Parameters": {
"max_depth": 5,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 2,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "GA_SVM",
"Best CV Score": 0.9907555126013754,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "C5.0",
"Features": [
"DRB_per",
"FT_per",
"twoP_per",
"TP_per",
"stl_per",
"pfr",
"ast/tov",
"dporpag",
"obpm",
"dbpm",
"gbpm",
"mp",
"ogbpm",
"dreb",
"treb",
"stl"
],
"Best Parameters": {
"max_depth": 3,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "best"
},
"Features SubSet Name": "Wrapper",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "C5.0",
"Features": [
"dporpag",
15

"stops",
"twoPM",
"twoPA",
"pts",
"FTM",
"FTA",
"dreb",
"treb",
"bpm",
"mp",
"Min_per",
"rimmade",
"midmade+midmiss",
"rimmade+rimmiss",
"midmade",
"gbpm",
"ogbpm",
"adjoe",
"obpm"

},
{

],
"Best Parameters": {
"max_depth": 5,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 2,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "Filter",
"Best CV Score": 0.9907362855332092,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "C5.0",
"Features": [
"dporpag",
"gbpm",
"adjoe",
"midmade/(midmade+midmiss)",
"adrtg",
"AST_per",
"ast/tov",
"rimmade+rimmiss",
"pid",
"ORB_per",
"dunksmade",
"ast",
16

"stl_per",
"pts",
"midmade",
"stl",
"FTA",
"TP_per",
"oreb",
"Ortg",
"GP",
"twoPA",
"dunksmiss+dunksmade",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"dgbpm",
"Min_per",
"TPA",
"twoPM",
"usg",
"FTM",
"mp",
"treb",
"stops",
"twoP_per",
"drtg",
"blk",
"obpm",
"dbpm",
"eFG",
"DRB_per",
"pfr",
"TO_per",
"bpm",
"TS_per",
"rimmade",
"ogbpm"

},

],
"Best Parameters": {
"max_depth": 3,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "random"
},
"Features SubSet Name": "Embedded",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506

17

{
"Model": "C5.0",
"Features": [
"GP",
"Min_per",
"Ortg",
"usg",
"eFG",
"TS_per",
"ORB_per",
"DRB_per",
"AST_per",
"TO_per",
"FTM",
"FTA",
"FT_per",
"twoPM",
"twoPA",
"twoP_per",
"TPM",
"TPA",
"TP_per",
"blk_per",
"stl_per",
"ftr",
"adjoe",
"pfr",
"pid",
"ast/tov",
"rimmade",
"rimmade+rimmiss",
"midmade",
"midmade+midmiss",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"midmade/(midmade+midmiss)",
"dunksmade",
"dunksmiss+dunksmade",
"dunksmade/(dunksmade+dunksmiss)",
"drtg",
"adrtg",
"dporpag",
"stops",
"bpm",
"obpm",
"dbpm",
"gbpm",
18

"mp",
"ogbpm",
"dgbpm",
"oreb",
"dreb",
"treb",
"ast",
"stl",
"blk",
"pts"

},
{

},
{

],
"Best Parameters": {
"max_depth": 4,
"max_features": null,
"min_samples_leaf": 1,
"min_samples_split": 2,
"splitter": "best"
},
"Features SubSet Name": "All_Features",
"Best CV Score": 0.9906209859155215,
"Test Score": 0.9908517835178352
"Model": "svm",
"Features": [
"dbpm",
"adrtg",
"ogbpm",
"TPM",
"stops",
"treb"
],
"Best Parameters": {
"C": 0.1,
"gamma": "auto",
"kernel": "linear"
},
"Features SubSet Name": "GA_CART",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "svm",
"Features": [
"TS_per",
"ORB_per",
19

"DRB_per",
"FTA",
"FT_per"

},
{

],
"Best Parameters": {
"C": 0.1,
"gamma": "auto",
"kernel": "linear"
},
"Features SubSet Name": "GA_Entropy",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "svm",
"Features": [
"eFG",
"Min_per",
"twoPA",
"TPM",
"DRB_per",
"TS_per",
"dunksmade",
"dbpm",
"blk_per",
"pfr",
"twoPA",
"TP_per",
"drtg",
"usg",
"dunksmade/(dunksmade+dunksmiss)",
"ORB_per",
"dunksmiss+dunksmade",
"Min_per",
"gbpm",
"FTM",
"ast",
"oreb",
"obpm",
"TO_per",
"twoP_per",
"midmade+midmiss",
"dporpag",
"AST_per",
"stl_per",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
20

"stl",
"GP",
"adrtg",
"rimmade+rimmiss",
"pid",
"midmade/(midmade+midmiss)"

},
{

},
{

],
"Best Parameters": {
"C": 0.1,
"gamma": "auto",
"kernel": "rbf"
},
"Features SubSet Name": "GA_SVM",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506
"Model": "svm",
"Features": [
"DRB_per",
"FT_per",
"twoP_per",
"TP_per",
"stl_per",
"pfr",
"ast/tov",
"dporpag",
"obpm",
"dbpm",
"gbpm",
"mp",
"ogbpm",
"dreb",
"treb",
"stl"
],
"Best Parameters": {
"C": 1,
"gamma": "auto",
"kernel": "rbf"
},
"Features SubSet Name": "Wrapper",
"Best CV Score": 0.990870830687095,
"Test Score": 0.991389913899139

21

},
{

"Model": "svm",
"Features": [
"dporpag",
"stops",
"twoPM",
"twoPA",
"pts",
"FTM",
"FTA",
"dreb",
"treb",
"bpm",
"mp",
"Min_per",
"rimmade",
"midmade+midmiss",
"rimmade+rimmiss",
"midmade",
"gbpm",
"ogbpm",
"adjoe",
"obpm"
],
"Best Parameters": {
"C": 10,
"gamma": "auto",
"kernel": "linear"
},
"Features SubSet Name": "Filter",
"Best CV Score": 0.9907362855332092,
"Test Score": 0.9912361623616236
"Model": "svm",
"Features": [
"dporpag",
"gbpm",
"adjoe",
"midmade/(midmade+midmiss)",
"adrtg",
"AST_per",
"ast/tov",
"rimmade+rimmiss",
"pid",
"ORB_per",
"dunksmade",
22

"ast",
"stl_per",
"pts",
"midmade",
"stl",
"FTA",
"TP_per",
"oreb",
"Ortg",
"GP",
"twoPA",
"dunksmiss+dunksmade",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"dgbpm",
"Min_per",
"TPA",
"twoPM",
"usg",
"FTM",
"mp",
"treb",
"stops",
"twoP_per",
"drtg",
"blk",
"obpm",
"dbpm",
"eFG",
"DRB_per",
"pfr",
"TO_per",
"bpm",
"TS_per",
"rimmade",
"ogbpm"

},

],
"Best Parameters": {
"C": 0.1,
"gamma": "auto",
"kernel": "rbf"
},
"Features SubSet Name": "Embedded",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506
{
23

"Model": "svm",
"Features": [
"GP",
"Min_per",
"Ortg",
"usg",
"eFG",
"TS_per",
"ORB_per",
"DRB_per",
"AST_per",
"TO_per",
"FTM",
"FTA",
"FT_per",
"twoPM",
"twoPA",
"twoP_per",
"TPM",
"TPA",
"TP_per",
"blk_per",
"stl_per",
"ftr",
"adjoe",
"pfr",
"pid",
"ast/tov",
"rimmade",
"rimmade+rimmiss",
"midmade",
"midmade+midmiss",
"rimmade/(rimmade+rimmiss)",
"midmade/(midmade+midmiss)",
"dunksmade",
"dunksmiss+dunksmade",
"dunksmade/(dunksmade+dunksmiss)",
"drtg",
"adrtg",
"dporpag",
"stops",
"bpm",
"obpm",
"dbpm",
"gbpm",
"mp",
24

"ogbpm",
"dgbpm",
"oreb",
"dreb",
"treb",
"ast",
"stl",
"blk",
"pts"

]

}

],
"Best Parameters": {
"C": 0.1,
"gamma": "auto",
"kernel": "rbf"
},
"Features SubSet Name": "All_Features",
"Best CV Score": 0.9906786338775623,
"Test Score": 0.9910055350553506

25

105

Apêndice B
Segundo Apêndice

Figura B.1: Matriz de Confusão - C5.0 - Features Embedded

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.2: Matriz de Confusão - C5.0 - Features Filter

Figura B.3: Matriz de Confusão - C5.0 - Features GA CART

106

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.4: Matriz de Confusão - C5.0 - Features GA Entropy

Figura B.5: Matriz de Confusão - C5.0 - Features GA SVM

107

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.6: Matriz de Confusão - C5.0 - Features Wrapper

Figura B.7: Matriz de Confusão - C5.0 - Features All Features

108

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.8: Matriz de Confusão - Cart - Features Embedded

Figura B.9: Matriz de Confusão - Cart - Features Filter

109

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.10: Matriz de Confusão - Cart - Features GA CART

Figura B.11: Matriz de Confusão - Cart - Features GA Entropy

110

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.12: Matriz de Confusão - Cart - Features GA SVM

Figura B.13: Matriz de Confusão - Cart - Features Wrapper

111

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.14: Matriz de Confusão - Cart - Features All Features

Figura B.15: Matriz de Confusão - RL - Features Embedded

112

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.16: Matriz de Confusão - RL - Features Filter

Figura B.17: Matriz de Confusão - RL - Features GA CART

113

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.18: Matriz de Confusão - RL - Features GA Entropy

Figura B.19: Matriz de Confusão - RL - Features GA SVM

114

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.20: Matriz de Confusão - RL - Features Wrapper

Figura B.21: Matriz de Confusão - RL - Features All Features

115

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.22: Matriz de Confusão - SVM - Features Embedded

Figura B.23: Matriz de Confusão - SVM - Features Filter

116

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.24: Matriz de Confusão - SVM - Features GA CART

Figura B.25: Matriz de Confusão - SVM - Features GA Entropy

117

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.26: Matriz de Confusão - SVM - Features GA SVM

Figura B.27: Matriz de Confusão - SVM - Features Wrapper

118

Apêndice B. Segundo Apêndice

Figura B.28: Matriz de Confusão - SVM - Features All Features

119